InternetData CenterAssinante

Mesmo com paralisação de campeonatos, Andrei segue rotina de treinos para manter forma física

Meia do Caravaggio recebeu sondagem para atuar em equipe profissional em 2020
Mesmo com paralisação de campeonatos, Andrei segue rotina de treinos para manter forma física
Foto: Fabrício Júnior/FJR Sports
Por Redação Engeplus Em 16/05/2020 às 22:26

Sem bola rolando por conta da pandemia, o que resta para atletas profissionais e amadores é manter a forma física para quando o futebol puder voltar. Assim tem sido a rotina do jovem Andrei, que completou 24 anos na última sexta-feira, dia 15, e defende a equipe do Caravaggio. O meia, que foi sondado para atuar em equipe profissional em 2020 em Santa Catarina e optou por ficar no time de Nova Veneza, tem treinado diariamente, mesmo com a paralisação das competições.

Destaque no futebol amador, conquistando títulos expressivos pelos dois grandes de Nova Veneza, Caravaggio e Metropolitano, o criciumense voltou a chamar a atenção no cenário profissional neste ano. Após um amistoso do Azulão da Montanha antes da Copa Sul dos Campeões, o atleta recebeu o convite para atuar em uma equipe do Estado, mas optou por permanecer no time neoveneziano. “Foi uma proposta que balançou comigo, porque sou novo e atuar profissionalmente é um sonho de criança. Conversei com minha família e entendemos que no momento não valia arriscar, pois estava em uma fase boa no amador e financeiramente isso estava me ajudando muito”, frisa Andrei.

O primeiro gol do Caravaggio em 2020 foi marcado pelo meia, em um amistoso contra o Palmeiras de Tubarão. Em cobrança de falta, o ídolo do torcedor do Azulão abriu o placar no ano do cinquentenário. Depois de amistosos, veio a estreia na Copa Sul, também com vitória, mas a pandemia fez com a competição fosse paralisada. “Tenho treinado muito para quando tudo isso passar poder voltar 100%. Minha esposa e minha filha me acompanham as vezes e isso me dá ainda mais vontade de seguir”, ressalta o jogador.

Passagens por Grêmio e Criciúma

Aos 12 anos, Andrei foi atuar no Casa Lar, em Araranguá, onde se destacou e oito meses depois acabou sendo levado ao Grêmio para testes. Aprovado, o criciumense passou a atuar pela equipe Sub-14 do time gaúcho. Depois disso avançou nas categorias de base até chegar no Sub-17 e assinar seu primeiro contrato profissional.

Após disputar Copa do Brasil e Estaduais na base do Tricolor Porto Alegrense, o jovem fraturou a clavícula no fim de 2012, passou por cirurgia e mesmo com a recuperação não conseguiu mais conquistar seu espaço na equipe, rescindindo o contrato ao ser informado que não seria utilizado.

No primeiro semestre de 2013, Andrei estava com sondagens de três grandes de Santa Catarina e optou pelo Criciúma. “É o time da minha cidade e o que eu torcia. Não foi uma experiência legal, porque depois de um mês de treinos simplesmente me chamaram, entregaram meus documentos e disseram que eu estava dispensado. Até hoje nunca me explicaram a razão”, lamenta.

A trajetória no amador                            

Com a experiência curta e frustrada no Criciúma, o meia desistiu momentaneamente da carreira profissional e começou a trabalhar e atuar no futebol amador. O início foi em 2014, na Carbonífera Criciúma no Regional da Larm e no Rui Barbosa no Estadual de Amadores.

Em 2015, o jogador atuou pela primeira vez no Caravaggio. Já em 2016 mudou de azul para vermelho e defendeu o Metropolitano por três temporadas, conquistando Copa Sul, Regional da Larm, Estadual de Amadores e Sul-Brasileiro, sendo protagonista em boa parte do troféus erguidos. “Principalmente em 2018 tivemos um ano mágico. Um grande time que conquistou todas as competições”, lembra.

Na temporada seguinte, Andrei voltou ao Caravaggio e deu alegrias ao torcedor do Azulão nas conquistas da Copa Sul e do Estadual de Amadores. “Individualmente, eu acho que foi meu melhor ano. Formamos um ótimo time e conseguimos conquistar os objetivos da temporada”, destaca o meia.

No cinquentenário do Caravaggio, o criciumense lamenta o período de pandemia e sonha com mais títulos no retorno. “Infelizmente estamos vivendo algo que ninguém esperava. Torço para que esse vírus cause o mínimo de dano e que possamos voltar a atuar o quanto antes”, frisa.

E o futebol profissional?

O meia não nega que ainda sonhe em atuar profissionalmente, porém, destaca que o sonho não agirá em cima da razão. “É claro que tenho vontade de jogar em um grande time do Estado, por exemplo, mas hoje eu tenho família e minhas contas para pagar. Não arriscarei trocar o que é certo por algo que seja inseguro. Mas se aparecer algo bom certamente conversarei com minha esposa para decidirmos. Hoje meu principal compromisso é com o Caravaggio, que me ajudou muito no futebol”, finaliza Andrei.