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Fotógrafa Jéssica Medeiros: um amor encontrado dentro das salas de aula

Criciumense trabalha com fotografia há sete anos
Fotógrafa Jéssica Medeiros: um amor encontrado dentro das salas de aula
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 22/02/2020 às 10:14

Como você descobriu a sua profissão? A Jéssica Medeiros, de 25 anos, dentro da sala de aula na 1ª fase do curso de Artes Visuais da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Foi dentro da academia que ela descobriu sua vocação ainda na primeira aula de fotografia e desde o primeiro encontro com a câmera nunca mais se desligou das máquinas e lentes. 

Jéssica nunca havia tido contato com câmeras profissionais até o momento em que iniciou o curso. Mas a verdade é que ela começou a cursar Artes Visuais buscando o teatro. Porém, o foco mudou ainda na primeira semana de aula ao conhecer a "cadeira" de fotografia. Ela já trabalha com imagens há sete anos. 

Natural de Criciúma, Jéssica lembra que tudo foi acontecendo naturalmente. “Trabalhei em diversas áreas. Fui babá, professora de teatro, trabalhei com cobrança, em administrativo de empresas. Mas nada nunca estava bom, sempre faltava algo. Por isso, busquei muito a minha profissão dos sonhos, pois nunca nada me deixava realmente feliz. Trabalhava apenas pelo dinheiro, sempre foi assim”, comenta. 

A fotógrafa cursou durante quase dois anos Ciências Contábeis também na Unesc. Ela iniciou o curso por incentivo do pai, porém percebeu que não tinha vocação. “Meu irmão era contabilista e comecei a estudar no mesmo curso, porém nunca foi o que me deixava feliz. Foi difícil dizer isso para o meu pai, entretanto, ele aceitou e mudei de curso”, conta. 

Jéssica decidiu cursar Artes Visuais porque já havia tido aula de teatro. Com isso, se apaixonou pela arte e gostaria de trabalhar como atriz. “Me expresso muito com as mãos e isso fez com que eu reprovasse em alguns testes, mas nunca deixei o sonho de trabalhar com arte para trás e, por isso, entrei na universidade para cursar Artes Visuais. Porém, meu caminho mudou quando conheci a fotografia ainda na faculdade”, lembra. 

Rápido como um flash 

No primeiro dia de aula de fotografia, Jéssica se apaixonou pelas câmeras. Comprou uma máquina ainda na primeira semana de aula e já começou a trabalhar como fotógrafa. Seu primeiro trabalho foi uma indicação de sua madrinha e ela mal sabia o que estava fazendo. 

“Tudo foi muito rápido. Minha madrinha me indicou para uma conhecida e fotografei o aniversário de um menino. Não senti medo, encarei e trabalhei na festinha”, lembra. 

Mesmo apaixonada por fotografia, a criciumense continuou trabalhando em outras áreas para construir seu estúdio ao lado da casa de sua família e também para adquirir seus equipamentos. Ela dividia sua vida entre estudar, trabalhar durante a semana e fotografar. Após dois anos de uma vida acelerada, Jéssica focou apenas na fotografia, começou a investir em cursos que envolvem imagens e trancou a faculdade. 

Maternidade é prioridade

Atualmente, Jéssica tem o foco em maternidade, mas sem deixar de registrar outros momentos como festas de 15 anos, formaturas e aniversários. “Gosto muito de gestantes. Me especializei e estudo muito sobre a maternidade. Realizo também os acompanhamentos de bebês. Mas sou apaixonada por fotografar maternidade”, revela.

“Não faço nada pelo dinheiro e, sim, pelo amor e sentimento que tenho pelos meus clientes”.

Jéssica Medeiros 
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Exposição fotográfica: uma experiência que mudou a vida da criciumense 

Trazer empatia, amor e debater sobre o tema 'adoção' foi o propósito de Jéssica ao criar uma exposição fotográfica sobre o assunto. Ela contou a história de seis famílias que adotaram crianças em Criciúma. A ação aconteceu na Praça Milano, no Nações Shopping, durante todo o mês de maio de 2019. 

Jéssica sempre teve vontade de realizar um trabalho social e, no ano passado, visitou o orfanato Nossa Casa, de Criciúma, e decidiu lançar a exposição. Ela contou por meio de imagens a história de cinco famílias e também o seu relato. Isto porque a fotógrafa também foi adotada.  

“Toda pessoa adotada tem o desejo de conhecer sua história, e comigo não foi diferente. Queria entender porque fui abandonada pelos meus pais biológicos. Mas depois de algum tempo, consegui entender o que aconteceu e hoje tenho bastante contato com o meu irmão biológico. Amo a família que me adotou. Sou muito grata aos meus pais de coração por terem me adotado e por terem me criado”, afirma. 

Durante e após a exposição, a criciumense passou por momentos difíceis em relação a sua saúde, mas após tratamento conseguiu superar. “Foi um momento complicado, mas consegui superar uma depressão e continuar vivendo normalmente. Minha família esteve muito ao meu lado e isso ajudou”, garante. 

Um apoio de quase oito anos 

Luiz Henrique de Mello é namorado de Jéssica e o casal está junto há quase oito anos. Ele também a ajuda com as fotografias. “Meu namorado é mais técnico e eu tenho um olhar mais emotivo. Imagino as cenas com o coração. Porém, ele me ajuda muito e sempre que pode está ao meu lado me apoiando e incentivando com tudo que pode”, relata. 

“Fotografia é registrar o momento com o coração”

Jéssica Medeiros 
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Hoje, Jéssica trabalha sozinha, mas tem o apoio de Luiz, que ajuda também na construção de seus estúdios em Içara e também de seu pai que lhe acompanha nos ensaios. “Os dois fazem tudo por mim e estão sempre ao meu lado. Devo muito a eles, pois estão sempre comigo”, ressalta. 

Jéssica quer se especializar ainda mais para conseguir ministrar palestras em congressos sobre fotografia. Mas não quer largar suas lentes e, para isso, busca todos os dias aprender e, principalmente, se atualizar ainda mais sobre maternidade. Ela possui um estúdio no bairro Santo Antônio, em Criciúma. 

Quer conhecer mais sobre as fotos produzidas pela Jéssica? Entre em contato pelas redes sociais (Instagram) ou pelo telefone (48) 9.9910-4270.