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As mudanças que o artesanato trouxe na vida de Jeniffer Matos

Natural de Florianópolis, ela mora há pouco mais de um ano em Criciúma
As mudanças que o artesanato trouxe na vida de Jeniffer Matos
Foto: Rafaela Custódio / Portal Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 17/07/2020 às 11:30

Um trabalho que mude sua vida. É pedir muito? Talvez não. Trabalhar com o que sempre sonhou e ter prazer em realizar suas atividades diárias é o desejo de muitas pessoas. Com Jeniffer Matos, de 30 anos de idade, não foi diferente. Porém, muito mais do que atuar com o que ama, o trabalho salvou sua vida.

Jeniffer é natural de Florianópolis e mora em Criciúma há pouco mais de um ano. Ela chegou a Capital do Carvão porque seu marido Salésio Schvambach foi transferido do seu trabalho para cá. Mãe de dois filhos, Nicolas e Victor Hugo, ela sofreu de depressão e encontrou no artesanato uma válvula de escape, e conseguiu se curar da doença por meio do seu trabalho. 

“Tive depressão e uma amiga me apresentou o artesanato e gostei. Comecei a praticar e me apaixonei. Quando comecei a fazer as pinturas, a me envolver com o trabalho, acabava esquecendo dos meus problemas e da minha doença e consegui vencer a depressão por meio do artesanato”, lembra. 

Ela trabalha com caixas de lembrancinhas, placas de portas, caixas de jóias, placas de maternidade e porta-retratos. “Trabalho com encomendas e também vendo os produtos em três lojas de Criciúma. O artesanato é bem complexo. Até mesmo o clima afeta a pintura, por exemplo. Parece que tudo que é mais difícil, é mais gratificante. Faço o meu trabalho com gosto. Os clientes podem encomendar da forma que quiserem e trabalho com tecido e papelaria no MDF”, destaca. 

A chegada em Criciúma 

A vinda para Criciúma fez com que Jeniffer parasse o artesanato por algum tempo e trabalhasse no comércio da cidade. Porém ela engravidou e ganhou seu segundo filho em janeiro. “Tive depressão pós-parto e novamente voltei para o artesanato, que me ajudou e está me mantendo viva dia após dia. Consigo esquecer de tudo e focar exclusivamente no meu trabalho”, relata. 

“O artesanato tem um valor maior justamente pela mão de obra. Pela tinta boa, não é qualquer pincel. Tenho essa consciência. Mas ele tem um trabalho bem grande para preparar”, analisa. 

Com a chegada da pandemia do coronavírus, Jeniffer está trabalhando em casa. “Como tenho um filho de seis meses e outro de sete anos, acabei optando por continuar trabalhando com artesanato, já que tem me feito bem, e cuidar dos meus filhos. Não vejo minha família há meses, pois eles moram em Florianópolis e com a pandemia é perigoso ficar viajando”, revela. 

As encomendas com Jeniffer podem ser feitas pelo telefone (48) 9.8442-0434 ou pelo Instagram (clique aqui). Confiras as fotos: