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Tamires Dutra: da brincadeira de infância à profissão que sempre sonhou

Há 11 anos, ela é manicure e com seu trabalho realiza seus sonhos
Tamires Dutra: da brincadeira de infância à profissão que sempre sonhou
Por Rafaela Custódio Em 05/12/2019 às 09:56

Tamires Dutra, de 28 anos, atua como manicure há 11. A profissão surgiu quando ela ainda era criança e pintava suas próprias unhas. O amor pelo trabalho foi crescendo com o passar do tempo e, aos 18 anos, percebeu que sua paixão se tornaria profissão. 

Ela conta que a primeira cliente foi a própria mãe. Além de primeira cliente, foi sua maior incentivadora. “Aos 11 anos, comecei a lixar, pintar minhas unhas. Tudo foi aos poucos. Comecei com uma brincadeira, mas ao passar do tempo percebi que era o que eu gostava de fazer e que poderia investir em uma carreira, e assim fiz. Minha família sempre me apoiou e incentivou muito, devo muito a eles”, conta. 

Tamires lembra do primeiro alicate que ganhou de sua mãe. “Quando ganhei meu primeiro alicate foi algo sensacional, que jamais esquecerei. Eu usava aquele alicate como se fosse único. Comecei fazer as unhas das minhas tias, vizinhas, e assim fui aprendendo cada vez mais”, lembra. 

Mesmo aprendendo a fazer unha sozinha, Tamires fez um curso de manicure de quatro meses e se especializou ainda mais. “Após o ensino médio, fiz um curso e comecei a realmente trabalhar com o que eu gostava. Deixou de ser um hobbie para uma profissão”, ressalta. 

O primeiro emprego 

Tamires começou a trabalhar em um salão de beleza no bairro Próspera. “Fiquei trabalhando durante três meses nesse estabelecimento e também aprendi muito. Foi meu primeiro emprego, mas acabei saindo para outro salão de beleza em que atuei mais de um ano. Peguei bastante prática e comecei a me apaixonar ainda mais por trabalhar como manicure”, pontua. 

Mesmo trabalhando como manicure e atuando com o que sempre sonhou, Tamires duvidou de sua profissão e largou tudo durante seis meses. “Sempre amei fazer unha, mas em um certo momento duvidei se era o que realmente queria. Saí do salão e fui trabalhar em um almoxarifado. Fiquei na empresa durante seis meses. Foi nessa empresa que percebi que nasci para ser manicure e, então, pedi demissão e voltei a trabalhar em salão de beleza”, explica.

Após um ano trabalhando em um salão de beleza, Tamires conheceu uma profissional que lhe ajudou muito e ensinou algumas práticas em que ela não tinha. “Devo muito a uma pessoa, a Heloísa. Ela me ensinou muito. Me deu oportunidades e fez com que eu crescesse como profissional. Aprendi muito e devo isso a ela. Sempre agradeço a Deus por ter trabalhado com a Heloísa”, garante.

Salão dividido, mas trabalhando para si 

Atualmente, Tamires divide uma sala comercial com outra profissional, mas trabalha para si. “Cuido da minha agenda, cuido das minhas clientes e faço o meu trabalho. Tem coisa melhor? Não. Hoje, o desejo é ter meu próprio espaço, ter um lugar meu e estou trabalhando para isso. Já evoluí muito, mas ainda tenho muito caminho a percorrer. São sonhos que ainda serão realizados”, pontua. 

Tamires realiza em média 100 unhas por mês. “Tenho muitas clientes fixas, ou seja, que só eu faço as unhas delas. Em média, atendo 25 pessoas por semana. É muito gratificante ver o espaço que conquistei no mercado de trabalho”, comenta. 

Clientes? Não! Amigas

Tamires garante que a maioria de suas clientes viraram suas amigas e fazem parte de sua história. “Ser manicure vai além de fazer uma unha. As meninas sentam para fazer a unha e conversam comigo. Contam histórias, problemas e dividem sentimentos. Busco sempre ajudar com uma palavra de conforto. Muitas vezes sou eu que preciso de ajuda e elas também me aconselham”, garante. 

“Trabalhar para si é difícil. Você abre a empresa e também fecha. Você é responsável pelo seu salário e por suas contas. As pessoas não entendem que ter seu próprio negócio é difícil e vai além de um emprego”, afirma.

Preconceito 

Manicure há 11 anos, Tamires afirma que já sofreu preconceito, mas que superou essa fase. “Antigamente, muita gente criticava a profissão e acreditavam que manicures eram apenas pessoas que não tinham o que fazer. Não, manicure é uma profissão, é uma paixão e um dom. Hoje, não sofro tanto preconceito, porém já sofri bastante”, lamenta. 

Tamires comenta que seu próximo passo será fazer um curso de podóloga. “É um desejo antigo. Não tem o curso em Criciúma, porém já estou me programando para realizar o curso, sim. Mais um sonho a ser realizado”, finaliza.

Quer conhecer o trabalho de Tamires? Entre em contato pelo telefone (48) 9.9611-1178 ou pelas redes sociais (Instagram).