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Direto do campo: micro-ônibus leva alimentos na porta do consumidor

Guilherme Vieira Goularte investiu em negócio próprio há quase três anos em Cocal do Sul
Por Jessica Rosso Em 27/05/2019 às 16:19

Quantas vezes você já entrou em um supermercado depois de um dia cansativo de trabalho desejando que as mercadorias estivessem na porta da sua casa? Ou então precisou acordar cedo para pegar aquelas frutas recém-chegadas nas prateleiras, fresquinhas! Pensando na praticidade e no conforto do consumidor, o vendedor ambulante Guilherme Vieira Goularte decidiu apostar em um ramo inovador, deixando de lado as prateleiras fixas, e levando de porta em porta uma variedade de frutas, legumes, hortaliças entre outros produtos.

Em agosto, o negócio próprio de Goularte completará três anos. Nos registros da caminhada até agora ele guarda em fotos e vídeos  momentos de alegria com a clientela. Mas nem sempre foi fácil. O começo, aliás, como ele conta, foi difícil. Precisou de muito empenho para que o negócio pudesse ir às ruas de Cocal do Sul, município por onde ele circula por alguns bairros. Para ele, uma das partes mais difíceis foi ter toda a documentação em dia para poder começar a trabalhar, já que são vários documentos que incluem alvará da Prefeitura, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros. “A fiscalização existe e temos que estar em dia com toda a documentação”, afirma.

Goularte também precisou adquirir o item principal do seu negócio: o micro-ônibus. “Eu trabalhei três anos em uma empresa desse segmento, porém na parte externa do veículo e com o micro é diferente, porque o trabalho funciona na parte interior dele. Consigo trabalhar com uma temperatura controlada, com um ambiente climatizado, temperatura média entre 18 e 20ºC. Não pega poeira nas mercadorias, em dia de chuva eu não conseguia trabalhar, agora eu posso, porque não chove dentro do micro-ônibus. O produto fica mais higienizado. O cliente se sente mais confortável”, conta.

Para colocar a ideia em prática, na época ele contou com a ajuda dos pais que ajudaram na compra do veículo. Hoje o vendedor ambulante já começa a colher os resultados positivos, porém sempre sem deixar de lado o esforço que precisou lá no início. “Eu tenho que ser um bom comprador, um bom vendedor e ser carismático no tratamento com cada cliente. Também preciso organizar tudo levando as coisas para o micro pela manhã, manter tudo limpo e além de tudo, fazer a parte financeira e administrativa. Tudo isso sozinho. E claro, tenho que conciliar essa rotina com a da minha família. Trabalho em média de 14 a 15 horas por dia, de segunda a sábado, e no domingo quando acontece algum imprevisto nos outros dias”, explica.

Os alimentos oferecidos no micro-ônibus são 70% de frutas, legumes e hortaliças. Tem também produtos coloniais como pão,bolo e biscoito. Queijos, salames e carnes com procedência. Além de algumas opções para quem tem intolerância à lactose e ao glúten. Os fornecedores são da região, a maioria de Braço do Norte, de acordo com o vendedor.

“Tenho fornecedor que traz mercadorias da Serra, Bahia.Tem de vários lugares e é bem diversificado. Lembrando que conforme a época do ano, vai mudando a variedade de frutas”. Segundo Goularte o desafio para quem trabalha nesse segmento é manter o padrão de qualidade.

Hoje, já com uma clientela fiel, ele relata que ter essa rede de contatos é fundamental para que o negócio dê certo. “Eu tenho o dia e o horário para passar na casa dos clientes. Eles esperam pelo micro, e quando acontece um improviso eu aviso eles que não vou passar no dia em que estão acostumados, mas vou passar no dia que seria minha folga”. Ele encerra dizendo que além de precisar dos clientes e dos fornecedores, o seu trabalho em si, hoje, depende apenas dele para dar certo.