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A conquista de trabalhar com o que gosta: a história de Leda Rossi

Ela trabalha com estética há pouco mais de um ano
A conquista de trabalhar com o que gosta: a história de Leda Rossi
Foto: Rafaela Custódio
Por Rafaela Custódio Em 15/10/2018 às 09:07

Há pouco mais de um ano, a vida profissional de Leda Rossi mudou por completo. Ela trabalhava como cozinheira e viu na área da estética uma forma de mudar de rumo. A mudança não seria pensando financeiramente, mas, sim, buscando trabalhar com ainda mais dedicação, amor e, principalmente, fazendo o que gosta. 

A moradora de Içara fez um curso de massagem e viu na estética a mudança de vida. “No começo do curso não gostei muito e pensei em desistir. Mas fiz amizades e comecei a me agradar. Comprei uma maca, botei na minha casa e abri para minhas amigas”, lembra.  

Leda comenta que no início cobrava R$ 100 o pacote e fazia apenas em conhecidas, porém, ainda não era feliz com a profissão. “Fazia massagem relaxante, mas não era o que eu queria. Queria mais, queria evoluir, tinha sede de aprender. Sai do curso crua, me sentia despreparada. Mas mesmo assim as pessoas gostavam da minha massagem”, explica. 

A esteticista montou um salão de beleza em Içara, mas foi convidada a trabalhar em outro salão na área central de Criciúma. “Ganhava R$ 800,00 para trabalhar das 10h até às 20h. O salário era pouco, mas eu queria aprender, queria ganhar experiência. E aprendi muito e tudo que faço hoje, foi lá que aprendi. Fiquei um mês e suguei tudo que eu podia”, recorda.

Leda saiu de Criciúma e voltou a trabalhar em Içara. Ela adquiriu suas clientes, comprou aparelhos e evoluiu. Mas não parou de buscar conhecimento. “Em fevereiro do ano passado fiz um curso de camuflagem de estrias que custava R$ 5 mil. Eu não tinha o dinheiro, porém, conversei com as minhas clientes, arrumei dinheiro, dei um cheque pré-datado e fiz o curso”, comenta. 

Após adquirir experiência, fazer o nome, conseguir clientes, uma nova surpresa: o salão em que trabalhava acabou trocando o endereço e o novo espaço não possuía uma sala para ela. “Fiquei desesperada, fiquei noites sem dormir, mas uma cliente veio na minha casa fazer uma massagem, fomos conversando e ela me falou de um salão e que talvez tivesse espaço para abrir minha sala. Mas durante a conversa não dei muita confiança e não fiquei empolgada. Porém, mandei uma mensagem por telefone para a dona do salão e ela topou, com isso, abri minha sala”, declara. 

Atualmente, Leda trabalha em um salão no bairro Próspera, em Criciúma. “Estou com 35 pacotes de massagens. Contratei uma funcionária para me ajudar e me sinto totalmente realizada com o que faço. Encontrei-me e acordo todos os dias motivada para realizar meu trabalho. Sei que vou crescer ainda mais. O primeiro passo foi dado e agora estou colhendo os frutos”, observa. 

“Amo o que faço. Trato todo mundo igual, ninguém é melhor do que ninguém. Minha massagem dá resultado. Daqui para frente só quero evoluir. Quero ter o meu espaço, com o meu nome na frente, mas o futuro a Deus pertence”, ressalta.

Leda explica que também quer dar cursos. “Assim como aprendi, também quero ensinar. Não tenho medo de ensinar, o céu é aberto para todos”, relata. 

“Tinha certeza que eu ia crescer, porque meu trabalho é bom, sempre me dediquei. No fundo eu sabia que ia chegar assim longe. O céu é o limite. Mas tem que persistir, tem que buscar e lutar. Nada, mas nada mesmo vem do céu”, finaliza.

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