InternetData CenterAssinante

Rafisa: a história do empreendimento que virou o sustento da família

Rafael Fernandes trabalha há 16 anos com ourivesaria
Rafisa: a história do empreendimento que virou o sustento da família
Foto: Rafaela Custódio
Por Rafaela Custódio Em 01/10/2018 às 12:57

Há 16 anos, Rafael Fernandes começou a trabalhar com seu tio em uma relojoaria de Criciúma e, desde então, não parou mais. Aos 12 anos, Fernandes ia para escola pela manhã e à tarde ia aprender uma profissão com o tio. Além da relojoaria, o empreendedor trabalhava de garçom em um restaurante. 

“Sempre gostei de aprender e, na relojoaria, consegui adquirir muita experiência e conhecer novas pessoas, por isso, gostava de ir, mesmo aos 12 anos”, lembra. 

Fernandes trabalhou durante anos como empregado, mas viu na profissão de ourives, que é um substantivo de duplo gênero e número que significa trabalhar com ouro e prata, a opção para montar seu próprio negócio. 

“Trabalhei em outras empresas, não só com o meu tio, mas notei que fiz meus clientes e eu poderia trabalhar para mim. Até tomar essa decisão foi difícil. Porém, tem um momento que você precisa tomar decisões e tomei por trabalhar por conta própria”, conta. 

O empreendedor ainda lembra que comprou os primeiros aparelhos em oito vezes. “A última parcela dos equipamentos foi de R$ 125,00 e juntei moedas para conseguir pagar, mas não me arrependo”, ressalta. 

Antes de pedir demissão da empresa que trabalhava, Fernandes comprou os equipamentos e trabalhava na casa do sogro. “Acordava às 6h e ir dormir às duas horas. Fiz isso por dois anos. Trabalhava durante o dia em uma empresa e à noite por conta própria. Não tinha fim de semana. Suei muito para chegar onde estou. Nunca foi fácil, mas sempre acreditei em Deus e confiei que meu esforço valeria a pena e hoje está valendo”, explica. 

Após sair da empresa que trabalhava como funcionário fichado, Fernandes alugou uma sala em um prédio na área central de Criciúma e começou a trabalhar. Os trabalhos foram ficando ainda mais conhecidos e ele conseguiu expandir o seu negócio. 

“Antes, eu trabalhava em uma sala em um prédio. Hoje, já comprei meu ponto e estou mais visível ao público”, declara. Além disso, os serviços prestados por ele também estão expandindo. “Até o final do ano, vou colocar a ótica também. Aos poucos vai dando certo. No entanto, é tudo com muito esforço. Tudo foi muito suado e por muitas vezes dormir pouco e abdiquei de fins de semana para que desse certo”, nota. 

Atualmente, a loja Rafisa, em que Fernandes é dono, atende comércios de Torres, Siderópolis, Turvo, Nova Veneza, Içara, Orleans, Meleiro, Morro Grande, entre outras cidades. “Fizemos conserto de joias, produzimos alianças. Trabalhamos com diversos produtos e essa é a nossa diferença”, comenta. Os materiais como ouro são comprados em Porto Alegre e São Paulo. 

A loja possui um funcionário e Fernandes esclarece que nunca pensou em dar emprego para alguém. “Minha intenção era trabalhar com o que eu gostava, mas ganhou uma proporção maior e isso é muito bom, porque consigo ajudar outra pessoa”, relata. 

“Quero trazer ainda mais modernização para a loja. Estamos indo em feiras especializadas para que possamos aprender ainda mais e mudar sempre. Quanto maior for meu empreendimento, maior as chances de outras pessoas trabalharem aqui”, declara. 

Fernandes acredita que outras pessoas também podem empreender, mas precisam se esforçar para a empresa crescer. “O foco tem que ser enorme. Ninguém vai fazer por você. O proprietário do estabelecimento é sempre o que vai trabalhar mais, isso é fato. Não tenho horário para sair da loja, mas o funcionário tem. Tem que pensar positivo e ter esforço redobrado”, afirma.  

O proprietário da loja ainda comenta que é difícil projetar o futuro. “O futuro pertence a Deus. Não imaginava chegar onde estou, mas cheguei. Espero continuar trabalhando para alcançar voos maiores”, finaliza.