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Resenha: As Sobreviventes, de Riley Sager

Thriller de 2017 foi elogiado por Stephen King, o 'rei do terror'
Resenha: As Sobreviventes, de Riley Sager
Por Amanda Garcia Ludwig Em 17/09/2018 às 17:49

Lembram dos filmes Sexta-feira 13, quando Jason chegava a um acampamento e matava todo um grupo de amigos, mas um deles sempre sobrevivia no final? Pois é. O livro As Sobreviventes, escrito por Riley Sager, traz mais ou menos uma história parecida, mas mostra como está a vida de uma mulher após ela ter sobrevivido a um ataque parecido com este. A história foi elogiada pelo rei do terror, Stephen King, que afirmou que o livro foi o melhor thriller de 2017.

Quincy, a personagem principal, perdeu seis amigos com quem passava um fim de semana em um chalé na mata. Ela é chamada no livro de Garota Remanescente, assim como outras duas mulheres que passaram por situações semelhantes: Samantha e Lisa. A diferença é que os episódios acontecidos durante o massacre no Chalé Pine sumiram da memória de Quincy. A protagonista não se lembra do que houve e de como conseguiu ser a única a se salvar.

Elas são tratadas por muitas pessoas - inclusive família e jornalistas - como verdadeiras sobreviventes e batalhadoras. Mas logo no começo do livro, Lisa - que era quem mais tentava ajudar as outras a aceitarem sua condição de Remanescentes - tem um desfecho inusitado. Isso faz com que Quincy e Samantha se aproximem.

Com o passar da história, o leitor tende a ficar bravo com a protagonista do livro, já que em muitas situações ela "se deixa levar" por loucuras de Samantha. Isso as coloca diante de problemas em muitos pontos.

De certa forma, e também por não se lembrar de muita coisa que aconteceu no Chalé Pine, Quincy acredita de forma muito rápida em tudo o que a outra Garota Remanescente diz, apesar de inúmeros avisos por parte de seu namorado. Mesmo parecendo uma história bastante óbvia, "As Sobreviventes" consegue trazer um ótimo plot twist, que faz toda a leitura valer a pena no fim das contas.