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Ato marca primeiros meses de modelo de ensino cívico-militar em escola de Criciúma

Militares já participam da gestão da E.E.B Joaquim Ramos desde o mês de abril
Ato marca primeiros meses de modelo de ensino cívico-militar em escola de Criciúma
Foto: Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus
Por Lucas Renan Domingos Em 08/10/2021 às 16:04

Mesmo que ainda não tenha sido lançado oficialmente pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e pela Secretaria de Estado da Educação (SED), o sistema de ensino cívico-militar já está sendo aplicado na E.E.B Joaquim Ramos, em Criciúma. E na manhã desta sexta-feira, dia 8, a unidade escolar realizou uma inauguração simbólica das atividades.

Desde abril dez militares passaram a fazer parte do dia a dia da escola, sendo um coronel, um capitão e oito sargentos. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim), elaborado pelo MEC em parceria com o Ministério da Defesa (MD). O conceito busca uma gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares.

Desta forma, o Governo Federal e o Governo de Santa Catarina dividem responsabilidades. “A parte pedagógica continua sendo da Secretaria de Estado da Educação, o diretor continua sendo o que foi eleito e seguindo o plano de gestão. O que temos é uma parceria com a equipe militar que vem participar projetos envolvendo cidadania, a percepção de trabalho, projetos de vida, valores”, explica a gerente regional de Educação, Ronisi Guimarães.

Avaliação positiva

A E.E.B Joaquim Ramos atende 575 do 6ª ao 3º ano do Ensino Médio. A unidade foi escolhida para receber o sistema cívico-militar devido a sua tradição de mais de 60 anos promovendo a educação. A diretora Sandra Mara de Aguiar destaca que a chegada dos profissionais cedidos pelo Exército Brasileiro contribuiu para o crescimento na excelência de ensino, além de contribuir com outras demandas internas da escola.

“Os militares realizam trabalho não só na parte pedagógica com nossos alunos, mas realizam um verdadeiro monitoramento no desenvolvimento dos estudantes, na frequência nas aulas e até na relação deles com suas famílias, que são métricas previstas no PCIM. O bom trabalho que a gente já realizava agora ganha este apoio dos militares, já que eles conseguem realizar outros projetos como esporte, reforço escolar, arte e música, por exemplo”, avaliou a diretora.

As primeiras evoluções

Com o modelo de ensino implantado a gestão da unidade conta com a participação de um coronel. Ivo Mikilita é o gestor escolar da unidade. Ele frisa que em pouco tempo de trabalho os resultados já começaram a aparecer. “No início ajustamos muito a escola nos seus processos administrativos e logísticos. E desde junho, com a chegada dos alunos, dando um suporte na questão comportamental e na gestão didática. Já alcançamos o ponto dos professores entrarem em sala de aula e já encontrar os alunos sentados e esperando. É uma grande conquista. Apoiamos o professor, que possa a se dedicar apenas em dar sua aula. Enquanto nós avaliamos a ordem dos alunos”, afirma.


Coronel Ivo Mikilita, gestor escolar da E.E.B Joaquim Ramos - Foto: Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

O coronel acrescenta ainda que metologia só está podendo ser aplicada por conta da aceitação dos próprios estudantes. Segundo ele, os alunos compreenderam a importância. “Fomos muito bem recebidos pela diretoria da escola e estamos fazendo um trabalho em equipe. Não é a militarização dos alunos e nem temos esta intenção. O trabalho valoriza o civismo dos alunos para a vida pós-escola, mas dentro do aspecto da cidadania, de acordo com a Base Comum Curricular, com suas dez competências gerais. O aluno ele é o dono da sua trajetória. E isso que é importante”, completou.