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Pigmentos naturais e folhas secas se tornam arte na mão de alunos da Satc

Artistas mundialmente conhecidos inspiraram os pequenos a buscar elementos alternativos em
Pigmentos naturais e folhas secas se tornam arte na mão de alunos da Satc
Por Redação Engeplus Em 20/07/2020 às 16:33

Beterraba, espinafre, pó de café, carvão. Itens que estão nas cozinhas das famílias e que se tornam tinturas especiais. Aproveitar o que o meio ambiente fornece para criar obras de arte. Foi a partir de elementos naturais que a professora Sinara Cardoso desafiou os alunos do ensino fundamental I da Satc.

A proposta encantou a pequena Mariana Ceron Dagostin, 8 anos, aluna do 3º ano da Satc. “Achei bem divertido, a gente sempre usa a criatividade nas aulas de artes. Adaptei de materiais que já tinha em casa”, contou. Se não tinha beterraba, Mariana deu jeito. Com o apoio da mãe Delir, percebeu que poderia obter um tom de rosa usando hibiscos e foi assim que surgiram as tintas.

A descoberta das cores surgiu na oficina de pigmentos naturais que a professora Sinara realizou com as turmas do 1º ao 5º ano. “Fiz isso para que eles pudessem se inspirar e realizar a sua tinta em casa, utilizando o que tinham disponível e observando os elementos da natureza”, afirmou.

Trabalhando com a arte e o meio ambiente, Sinara trouxe como inspiração para os alunos os trabalhos de artistas nacional e internacionalmente conhecidos. Vik Muniz, que utiliza sucata e material encontrado no lixo foi um deles. “Ele é uma inspiração para muitas pessoas porque transforma o material que é jogado fora em arte”, comenta Sinara.

Ela também contou sobre os trabalhos de Frans Krajcberg, polonês que morou no Rio de Janeiro por anos, até sua morte em 2017. Suas obras trazem muito do ativismo ecológico que defendia. A inspiração veio com a artista e artesã paulista Clarice Borian, que utiliza folhas secas para bordar e escrever suas mensagens. E ainda a artista de Curitiba, Laura Dalla Vecchia, que tem nas folhas secas a matéria-prima para seu bordado, criando peças que retratam cenas da natureza, como as aves.

Foi a inspiração desses artistas que motivou os alunos a buscar elementos próximos a si durante o período de pandemia. “O objetivo foi desenvolver a percepção deles para novas aprendizagens nas artes visuais, sensibilizando e conscientizando sobre a importância das ações de cada um de nós nas transformações do meio ambiente. Por isso a relevância de trabalhar junto com os objetivos do desenvolvimento sustentável”, reforçou Sinara.

A atividade envolveu cinco objetivos do desenvolvimento, Consumo e produção responsáveis, Ação contra a mudança global do clima, Vida na água, vida terrestre e Parcerias e meios de implementação.

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