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Na Amrec, 61% dos responsáveis pelos alunos são contrários a volta das aulas presenciais em 2020

Principal motivo é o risco das crianças se contaminarem com a Covid-19
Na Amrec, 61% dos responsáveis pelos alunos são contrários a volta das aulas presenciais em 2020
Foto: Mauricio Vieira / Secom
Por Lucas Renan Domingos Em 31/07/2020 às 19:13

Uma pesquisa realizada pelo Colegiado de Educação da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), apontou 61% dos responsáveis dos alunos das redes municipais de ensino não querem a volta das aulas presenciais em 2020. O estudo foi realizado na primeira quinzena do mês de julho em cada uma das 12 cidades da Amrec. Atualmente, na região, são mais de 45 mil alunos nos níveis de Ensino Infantil e Ensino Fundamental, que são de responsabilidade dos municípios.

Os responsáveis foram questionados qual seria o período sugerido para o retorno das aulas presenciais. Além de 61% dos votos por não retomar em 2020, 15% respondeu que seria melhor a partir do mês de outubro e 10% para que a retomada acontecesse primeira quinzena de agosto.

O estudo ouviu a opinião dos responsáveis dos alunos de cada nível de ensino de forma separada. Eles foram questionados se autorizariam o retorno do aluno para as aula, caso as aulas presenciais fossem liberadas, seguindo os protocolos de seguranças. No Ensino Infatil, 53% dos responsáveis responderam que não, mesmo sabendo que a escola fará o melhor, 20% disse que sim, pois se sente seguro, 14% apontou que talvez, mas provavelmente não e 13% que talvez, mas provavelmente sim. Já no Ensino Fundamental, 43% respondeu que não, 27% talvez, mas provavelmente não, 19% sim e 11% talvez, mas provavelmente sim.  

Uma das perguntas feitas pelo Colegiado da Amrec pesquisou ainda qual seria o principal motivo para os responsáveis não encaminharem as crianças para as aulas presenciais, caso fosse autorizado. O risco de contaminação pela Covid-19 foi a opção mais votadfa, totalizando a opinião de 63% daqueles que responderam o questionário, seguido por organização da escola em relação a prevenção, com 20% dos votos e por outro motivo, que foi a opinião de 7% dos entrevistados.


Conforme a presidente do Colegiado de Educação da Amrec e secretária de Educação de Cocal do Sul, Ana Paula Cechinel, os dados coletados servirão como embasamento para a montagem um protocolo que deverá ser colocado em prática caso as aulas presenciais sejam autorizadas. O Governo de Santa Catarina já definiu que as aulas presenciais estão suspensas pelo menos até o dia 7 de setembro de 2020.

“Vamos seguir as diretrizes do Estado, é o que nos recomenda a Fecam (Federação Catarinense dos Municípios). Mas estamos nos preparando para definir as estratégias que serão adotadas em caso de aprovação das aulas presenciais. Apesar da maioria dos pais e responsáveis dos alunos serem contrários a volta das aulas presenciais, precisamos atender a todos e não somente aqueles que não são favoráveis”, destacou.

Uma das propostas é a criação de um sistema de ensino híbrido. “Ainda estamos estudando. Não tem nada definido, até porque essa conversa precisa bem alinhada. Mas uma linha seria continuar com as aulas onlines ou entregando os materiais nas casas daqueles alunos que os responsáveis não desejam mandar para a escola e também encontrar uma forma segura de atender aos alunos que os responsáveis mandariam para a escola, dando as aulas em sala de aula, com todo um protocolo”, emendou Ana Paula.

A pesquisa perguntou ainda a opinião dos responsáveis sobre as possibilidades de reposição. Dos que responderam, 45% afirmou que o ideal seria ampliar o horário de aula, outros 45% apontaram que o correto seria avançar o calendário do ano letivo durante dezembro de 2020 e/ou janeiro de 2021. Já 10% são favoráveis a realização de aulas durante os fins de semana e feriados.