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Unesc promove debate sobre Transtorno Bipolar

Assunto foi tema no 17º Simpósio de Psiquiatria na Interface Cérebro e Mente
Unesc promove debate sobre Transtorno Bipolar
Foto: Mayara Cardoso
Por Jessica Rosso Em 29/09/2019 às 22:45

Com foco no aperfeiçoamento do conhecimento acerca dos avanços no diagnóstico e no tratamento do Transtorno Bipolar foi realizado na Unesc, a 17ª edição do Simpósio de Psiquiatria na Interface Cérebro e Mente. O evento é promovido pelo Laboratório de Psiquiatria Translacional, ligado ao PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde) e reuniu acadêmicos, professores, profissionais da área, visitantes e comunidade em geral para a construção do conhecimento através de dados epidemiológicos e neurológicos que envolvem o Transtorno.

Na manhã deste sábado, as atividades foram iniciadas com a palestra da doutora Silzá Tramontina, profissional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Hospital de Clínicas Porto Alegre. Silzá trouxe à Unesc informações sobre os diagnósticos diferenciais do Transtorno Bipolar na infância e adolescência. Conforme a médica, o diagnóstico e o tratamento são ainda mais desafiadores quando se trata de pacientes nestas fases da vida. Entre as necessidades especiais nesses casos, de acordo com Silzá, está a relação de proximidade criada com a família do paciente. “O que cura é o vínculo. Se eles não têm vínculo conosco não tomam nem o remédio e não realizam o tratamento”, destacou.

Ainda durante a manhã os participantes aprenderam com a experiência da professora Dayane Diomario da Rosa. A psiquiatra tratou sobre a temática “Dependência química no Transtorno Bipolar: diagnóstico, diagnóstico diferencial e tratamento”, apresentando dados sobre a frequência e os reflexos do uso de variados tipos de droga.

De acordo com Dayane, são muitas as consequências da combinação da medicação e dos entorpecentes. “Evidentemente o uso das drogas atrapalha e muito o tratamento do bipolar. Os pacientes que fazem o uso das substâncias apresentam mais episódios de alterações de humor, desestabilização do quadro clínico, em casos de internação encontram dificuldade de remissão, além as interações medicamentosas associadas aumentaram o risco de suicídio”, pontuou.

Demais abordagens do dia

O sábado de Simpósio seguiu até o fim da tarde com a abordagem de muitos outros assunto. Entre as temáticas tratadas entre o Tratamento do Transtorno Bipolar centrado no paciente: atualização das diretrizes do CANMAT 2018 e os 71 anos de pesquisa de lítio: do acaso ao “gold-standard” no Transtorno Bipolar, ainda pela manhã.

Ao longo da tarde os palestrantes compartilharam conhecimento sobre metas e indicações para psicoterapia no Transtorno Bipolar: do paciente ao cuidador; Intervenções não medicamentosas para Prevenção de Agudizações no Transtorno Bipolar; ferramentas tecnológicas no Transtorno Bipolar: Telemedicina, Machine Learning, Aplicativos; Urgências e Emergências no Transtorno Bipolar e Níveis de Atenção Primária, Secundária e Terciária em Saúde Mental Disponíveis no Brasil e em SC.

Colaboração à sociedade

Segundo a coordenadora do Simpósio, o evento já é referência para a região Sul na área de psiquiatria. Segundo Samira, muitos pacientes são diagnosticados e tratados erroneamente, o que por muitas vezes acaba gerando complicações no quadro. “A ideia é dar a oportunidade para que estudantes e profissionais da área da saúde tenham acesso a informações relevantes e que colaborem para aprofundar o conhecimento da doença e como consequência, a melhoria do diagnóstico e tratamento”, afirma. 

A abertura oficial do evento ocorreu na noite de sexta-feira, e contou com a presença do coordenador do PPGCS, Felipe Dal Pizzol, da coordenadora do Simpósio, Samira Valvassori, da representante do Laboratório de Psiquiatria Translacional, Alexandra Zugno e da professora e pesquisadora do PPGCS, Gislaine Réus – que apresentou a segunda rodada de palestras.