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Professor utiliza jogo para aproximar e estimular a tomada de decisão de acadêmicos

A atividade foi ministrada na primeira fase do curso de direito das Faculdades Esucri
Professor utiliza jogo para aproximar e estimular a tomada de decisão de acadêmicos
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 16/09/2019 às 11:24

Já pensou em estudar e aprender por meio de um jogo? Isso é possível no curso de Direito das Faculdades Esucri. A atividade foi ministrada na disciplina de História do Direito e Teoria Constitucional da primeira fase do curso de direito pelo professor Francisco Pizette. O jogo utilizado na dinâmica chama-se Dixit.

Segundo o professor, ele adaptou o jogo para uma dinâmica em sala de aula. “A ideia era elaborar uma metodologia ativa para estimular a capacidade de abstração, interpretação, trabalho em equipe e tomada de decisão dos alunos, por meio de uma dinâmica lúdica”, explica Pizette.

A turma foi dividida em grupos. Em toda rodada do jogo, um dos membros do grupo era eleito o "narrador". Ele tinha como missão escolher secretamente uma das cartas que possuía em mãos e identificar nela um dos temas, personagens ou instituições da disciplina de História do Direito. Em seguida, o narrador misturava outras cinco cartas com a que ele escolheu e as colocava na mesa para que todos os demais membros do grupo pudessem as ver.

“O objetivo dos demais membros do grupo era identificar [os personagens, temas e instituições separadas]. Quanto menos óbvia fosse a ligação entre o tema e a imagem da carta, melhor, pois a ideia era fazer os alunos adquirissem o conceito escolhido pelo narrador a partir da imagem das cartas que estavam à disposição para eles escolherem, com isso, também se tornando necessário o diálogo entre os membros da equipe, que tinham que entrar em consenso a respeito de qual carta iriam indicar como que a havia sido escolhida pelo narrador da rodada, assim estimulando, também, não apenas o trabalho em equipe como a capacidade de tomada de decisão”, pontua o professor.

Durante o jogo, os alunos precisaram debater com os colegas de classe e expor suas ideias e percepções despertando a capacidade de interpretação e argumentação. “Ao fazerem isso, os alunos acabavam reforçando a leitura de textos para identificar algum aspecto da disciplina que talvez tenha passado despercebido num primeiro momento, mas estava implícito na arte das cartas. Da mesma forma, aos exporem os motivos pelos quais acreditavam que determinada carta era a correta, os alunos também acabavam explicando o conteúdo da disciplina uns aos outros, reforçando o seu aprendizado”, conta o Pizette. 

“Em suma, Dixit é um jogo de dedução em os jogadores precisam expressar conceitos associando palavras a imagens, o qual pode ser muito bem implementado em sala de aula como uma metodologia ativa para estimular o desenvolvimento de competências e habilidades nos alunos, fazendo da sala de aula um ambiente mais lúdico e divertido”.

Professor Francisco Pizette
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De acordo com o professor, a experiência apresentou pontos positivos para a disciplina e também para os alunos. “Ao circular entre os grupos, pude observar que a dinâmica estimulou mais habilidades do que eu imaginava bem como levou a um envolvimento dos alunos muito mais interessante do que o habitual, inclusive com algumas personalidades da sala que em uma aula expositiva tradicional não se mostravam muito envolvidos, mas nessa dinâmica diferenciada eram alguns dos mais ativos”, finaliza.