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Acadêmicos da Unesc têm conhecimentos médicos avaliados em simulação

Estudantes do curso de Medicina passaram por Exame Clínico Estruturado nesse sábado
Acadêmicos da Unesc têm conhecimentos médicos avaliados em simulação
Foto: Mayara Cardoso/Divulgação
Por Redação Engeplus Em 10/11/2019 às 11:32

Os mais de 50 acadêmicos que passam pela 10ª fase do curso de Medicina da Unesc enfrentaram, neste sábado, dia 9, um grande desafio. Chamado de Osce (Objective Structured Clinical Examination), o Exame Clínico Estruturado cobrou, de forma prática, conhecimentos voltados à área de pediatria. A ação envolve aproximadamente dez professores em sua preparação e avaliação, além de 12 atores e uma equipe de apoio que trabalha nos bastidores para que tudo saia como programado. 

No total são seis horas intensas de aplicação da prova, que é baseada no atendimento de seis casos fictícios. A descrição de cada um dos casos fica exposta em uma folha colada na porta do consultório, sendo que o material que deve ser analisado pelo estudante durante um minuto e, em seguida, detalhado no atendimento com o paciente e seu acompanhante, nesta situação interpretados por acadêmicos do curso de Teatro, treinados para a situação.  

Os estudantes de Medicina têm cinco minutos para os atendimentos, nos quais devem atender as expectativas específicas de avaliação, diagnóstico e prescrição de exames ou medicamentos. De forma contínua o acadêmico faz a leitura dos casos e os atendimentos até o fim do ciclo, quando é liberado. Os grupos de seis estudantes a serem avaliados são formados mediante sorteio e, enquanto isso, a turma fica isolada sem que possa ter contato com os colegas que já participaram. 

O Exame, conforme a professora propositora da atividade, Mayra Sônego, está sendo realizado pela terceira vez na Unesc, a partir de um modelo internacional. Para que tudo seja feito com excelência os casos a serem atendidos são criados com cuidado, ensaiados com afinco para que os atores apontem os sintomas e informações corretas e em cada um dos consultórios um professor avalia a mesma situação nos atendimentos dos 52 alunos. 

De acordo com Mayra, as experiências encaradas pelos acadêmicos foram variadas e englobaram não só a avaliação correta de sintomas, mas também a preparação para adversidades como intercorrências no meio da consulta e desentendimentos entre os familiares do paciente.  “A intenção é ver a atuação além do conteúdo teórico. Queremos avaliar a resposta do aluno frente a uma situação difícil em que é necessária a inteligência emocional. Sabemos que é um momento de stress para eles, mas é uma preparação para situações que serão vivenciadas em suas atividades profissionais”, explicou. 

A experiência, para o acadêmico Tiago Ferreira Trigueiro, é inevitavelmente tensa, mas muito válida. “Essa prova nos traz casos muito desafiadores e que, é claro, nos deixam nervosos para resolvê-los da melhor forma diante dos professores. Apesar disso, sabemos que o importante é estarmos testando nossa atuação em cenários assim desafiadores e com necessidade de resposta rápida. Essa é a hora de darmos a cara a tapa para aprender”, completou. 

Ainda em novembro a 9ª fase do curso também passará pela experiência. A expectativa, conforme a professora Mayra, é de que no próximo semestre a prova seja aplicada para alunos de 9ª, 10ª, 11ª e 12ª fase. 

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