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Pressão funciona e Estado engaveta o reordenamento

Pressão funciona e Estado engaveta o reordenamento
Foto: Divulgação
Por Denis Luciano Em 10/10/2017 às 17:56

Mais de 1,5 mil professores foram até Florianópolis nesta terça-feira engrossar o movimento da categoria contra o reordenamento, proposta da Secretaria de Estado da Educação que vinha causando preocupação no magistério. À tarde, o secretário Eduardo Deschamps emitiu nota na qual confirma a revogação das orientações que estavam repassadas às gerências de Educação. “Foi uma grande vitória da mobilização dos professores”, comemora a coordenadora da regional de Criciúma do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte), Kelly Pacheco.

“A luta não acabou. Pensamos que com esse recuo agora o Estado possa estar querendo ganhar um tempo”, adverte a sindicalista. “Mas com essa revogação as escolhas de aulas por professores efetivos, que começariam amanhã, estão canceladas, e tudo volta a ser como era antes”, exalta.

O reordenamento estabelecia alterações substanciais no trato com os professores readaptados, que em licença de saúde perdiam a prioridade por vagas consolidadas em suas escolas de origem; modificava a gestão com professores com duas habilitações e mudava a orientação sobre carga horária, acarretando perdas salariais para a categoria. “Esse reordenamento seria o caos para a gestão de escolas em Santa Catarina”, lembra Kelly. 

O que mudaria

No caso dos professores em tratamento de saúde, eles perderiam vínculos com a escola de origem, enquanto o profissional com duas habilitações seria obrigado a escolher apenas uma para dar aula, perdendo salário, e quem ingressou nos quadros do Estado há uma década com dez horas aula e vinha cumprindo 40 precisaria retornar à carga original, acarretando da mesma forma queda nos vencimentos.

A categoria concentrou-se nesta terça na praça Tancredo Neves, em Florianópolis, e depois deslocou-se em passeata pelas ruas centrais da Capital até a Secretaria de Educação, onde uma comissão foi recebida pelos representantes do Estado. Da região de Criciúma foram 14 ônibus lotados para o ato.

Outra vitória: faltas abonadas

As faltas resultantes da greve de 2015 dos professores serão abonadas do sistema, anunciou hoje o secretário Deschamps. “É outra vitória do movimento, um bom presente de Dia do Professor”, enalteceu Kelly. A coordenadora lembrou que a manutenção das faltas no sistema da secretaria emperrava a progressão das carreiras dos professores. “Já fizemos a reposição dessas aulas na época mas as faltas ainda estavam lá, no sistema, criando problemas para licença prêmio e outros benefícios. Com essa retirada conseguimos retomar nossa vida funcional”, concluiu.