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Turismo sem entretenimento: Criciúma descobre nova vocação no setor de eventos; entenda

Eventos de negócios e nas áreas de saúde fomentam economia da Capital do Carvão
Turismo sem entretenimento: Criciúma descobre nova vocação no setor de eventos; entenda
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus
Por Thiago Hockmüller Em 13/10/2021 às 10:03

A Feira CasaPronta significou a retomada de eventos de grande porte em Criciúma neste período de pandemia. E além do turismo de entretenimento, com festas, shows e eventos de esporte, a Capital do Carvão também tem mostrado potencial e vocação para o turismo de negócios e ligado à área da saúde.

O vereador Nícola Martins, líder do governo na Câmara de Vereadores, explica que as modalidades de turismo realizadas em Criciúma foram ‘descobertas’ por meio de uma análise feita pela prefeitura em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“O maior desafio é o próprio turismo se reinventar por conta da pandemia, que escancarou a necessidade de busca de recursos e outras formas de economia. Não só comércio, indústria, mas essa de serviços e turismo. Cada cidade percebe a sua própria identidade e fonte de recursos. A prefeitura fez um trabalho de análise de marcas em parceria com o Sebrae para perceber a nossa vocação. A maior parte do nosso turismo é de negócios e saúde”, explica o parlamentar.

O turismo não está necessariamente atrelado ao entretenimento, mas ao fluxo de pessoas em hotéis, restaurantes e no comércio por conta de eventos ou circunstâncias específicas. No caso do chamado turismo da saúde, leva-se em conta a rotina frequente de pessoas em busca de consultas e exames ou de profissionais que vêm até a cidade para cursos de capacitação. “Isso movimenta hotéis e rede de restaurantes”, resume Martins.

No caso do turismo de esportes, Criciúma foi nos últimos cinco anos anfitriã do Banana Bowl, maior torneio infanto-juvenil de tênis da América Latina e um dos mais importantes do mundo. Também recebeu em 2019 a Copa Davis e a Meia Maratona - estima-se que o movimento econômico girado em função destes dois eventos tenha se aproximado de US$ 2 milhões. Dinheiro arrecadado em hotéis, restaurantes, por motoristas de aplicativo e taxistas, além de farmácias e comércio em geral.  

“Temos a necessidade de dados. Na Copa Davis e no Banana Bowl cobramos muitos estudos de movimentação financeira e o que se tem é estimativa, mas ninguém fez estudo de verdade. Queremos trazer o curso de turismo da Unesc e outros cursos para participar desses eventos para fazer análise de movimentação econômica para perceber as necessidades”, explica o vereador.

Novo pavilhão

Outro ponto que se soma à discussão é um espaço maior para a realização de eventos, como a Feira AgroPonte e a própria CasaPronta, ambas preponderantes para a movimentação de negócios em Criciúma. O Pavilhão de Exposições José Ijair Conti, tão importante no fomento do turismo em Criciúma, já é considerado pequeno e o poder público estuda parcerias com o setor privado para construir um novo espaço no município.

“O Salvaro (prefeito de Criciúma) está empolgado com o turismo e vê possibilidades. Ele acatou facilmente o CAT (Centro de Atendimento ao Turista) e tem outras ideias, como um grande Centro de Eventos que não temos. O pavilhão (José Ijair Conti) não é um centro de eventos, é multiuso. A prefeitura não tem dinheiro para construir um, vamos ter que trazer o privado para participar. Podemos estudar um na Quarta Linha ou no Verdinho, que são próximos da BR-101. Não é porque não está no eixo central que as pessoas não vão”, justifica.

O próximo evento de grande porte em Criciúma é a realização da Feira AgroPonte, que acontece entre os dias 3 e 7 de novembro, no Pavilhão de Exposições José Ijair Conti.