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Especialista alerta sobre o maior índice de endividamento das famílias

Profissional dá dicas para famílias que estão com as contas no vermelho
Especialista alerta sobre o maior índice de endividamento das famílias
Foto: Unsplash
Por Redação Engeplus Em 10/07/2021 às 20:16

Segundo pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o primeiro semestre de 2021 acabou com 69,7% das famílias brasileiras endividadas, considerado o maior nível em 11 anos. Segundo a educadora em finanças pessoais, Carol Stange, quando a economia está em um nível equilibrado, a oferta de crédito aumenta, ocorre o endividamento saudável, os negócios giram e as  pessoas conseguem honrar seus compromissos.

“ Hoje, o cenário é muito diferente visto que as famílias não conseguem pagar as contas básicas do mês e para fechar no azul, buscam principalmente o cartão de crédito, que tem sido o vilão do endividamento”. Ela explica que o melhor caminho é tentar mudar alguns hábitos, mesmo que seja aos poucos. A seguir, ela aponta algumas dicas para ajudar nesse processo quando as contas da família estão no vermelho.

Passo 1: Entenda o porquê - Faça um mapeamento das despesas e entenda o porquê do endividamento. Se as dívidas são referentes às contas essenciais presentes em um orçamento doméstico, como água, luz, condomínio e supermercado, muito provavelmente o padrão de vida e consumo estão além do que as finanças suportam. Já, se as dívidas foram causadas por imprevistos, constituir uma Reserva Financeira deve ser o foco, assim que a situação for controlada. E por fim, se as dívidas foram causadas por uma eventual falta de controle na hora de comprar, chegou a hora de encarar suas finanças e criar consciência financeira; dinheiro é um bem finito e precisamos saber fazer escolhas com ele.

Passo 2: Mapeie as dívidas - Entendido o motivo pelo qual as finanças entraram no vermelho, chegou a hora de reunir todas as dívidas pendentes. Coloque o nome da dívida, valor total, valor da parcela, valor dos juros e valor para quitação.  Ao final de cada dívida, vale classificá-la como “prioritária” ou “postergável”. As dívidas prioritárias geralmente carregam riscos que envolvem o patrimônio – casa ou carro, por exemplo. Nesta classificação de dívidas também podem entrar todas aquelas que colocam o nome do devedor nos órgãos de proteção ao crédito. As dívidas postergáveis são aquelas que, apesar de importantes, podem ser adiadas.

Passo 3 : Negocie com as instituições - Uma das melhores opções para o bolso do devedor é esperar (se possível) pelos feirões negociação de dívidas, organizados com frequência por diversas instituições financeiras e bancos. Caso não seja possível esperar pelos feirões, vale analisar a troca da dívida atual por outra mais barata. Há empresas de crédito especializadas em levantar valores para quitação de dívidas, e se o devedor optar por essa solução, é essencial ter em mãos o levantamento feito no passo #2, assim sabe-se exatamente o valor a ser solicitado para quitação das dívidas atuais. O ponto mais importante nesse caso é conhecer o CET – Custo Efetivo Total do contrato.

Passo 4: Reinicie e defina limites - Para nunca mais passar pelo sufoco de entrar no vermelho, depois de feito o controle financeiro inicial, é hora de estabelecer limites de gastos por tipo de despesa. Um bom começo para definir limites de despesas é usar a regrinha 50 – 30 – 20. Essa regra ajuda principalmente quem não sabe por onde começar a dividir o seu orçamento. Simplificando, a receita mensal pode ser dividida da seguinte forma:

50% do orçamento deve ir para despesas fixas, que são aquelas que têm seu valor fixo mensalmente, como aluguel, condomínio e mensalidades escolares;

30% do orçamento deve ser destinado para as despesas variáveis, que como o próprio nome diz, são as despesas que sofrem variação de acordo com o uso, como lazer, alimentação fora e compras não essenciais;

20% do orçamento deve ir para investimentos, sejam eles de curto, médio ou longo prazo.

Passo 5: Construa sua reserva financeira - Todos os passos cumpridos, chegou a hora de respirar e começar a pensar na reserva financeira que serve justamente para evitar que, ao enfrentar acontecimentos fora do comum, dívidas não sejam feitas por falta de recursos. Além disso, essa reserva pode ser usada também para aproveitar oportunidades; sabe aquele curso que você sempre teve vontade de fazer mas acaba adiando porque é muito caro? Normalmente as empresas fazem descontos em datas comemorativas, como aniversário da empresa ou semana do consumidor, por exemplo.