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Comerciantes vivem dias de preocupação com aluguéis e faturamento quase nulo em março

Setor passa por período de paralisação em prevenção ao coronavírus
Comerciantes vivem dias de preocupação com aluguéis e faturamento quase nulo em março
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus/Arquivo
Por Thiago Hockmüller Em 19/03/2020 às 13:35

As portas do comércio começaram a fechar ao meio-dia de ontem, no entanto, o reflexo da evolução do coronavírus no Brasil já havia provocado efeitos negativos para a saúde financeira dos negócios. A estimativa da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) é que o mês de março tenha sido praticamente inexistente sob o aspecto de faturamento.

Segundo o decreto do Governo do Estado, assinado pelo governador Carlos Moisés e anunciado nessa quarta-feira, dia 17, todo o serviço não essencial deverá fechar por sete dias. Isto está sendo inspecionado pela Polícia Militar (PM) e em caso de descumprimento da ordem é realizada a notificação do estabelecimento.

“O começo de março foi fraco em função das notícias, deste movimento do coronavírus. Eu acho que será como se não faturassem. Nos primeiros dias não fecharam, mas foi fraco o movimento. Sem vender, mas com todas as obrigações normais”, lamenta a presidente da CDL em Criciúma, Andréa Gazola Salvalaggio.

Inquietação comum

Diante da situação, as contas fixas dos comerciantes são um problema. Pagamento de funcionários, energia, água, despesas como o aluguel. Segundo a presidente da CDL criciumense, não há como solucionar aluguéis do ponto de vista macro, ou seja, cada comerciante deverá buscar negociações de forma individual.

“Pegou todos de surpresa. As pessoas tem que entender que todos tem que ajudar a pagar essa conta. Vai ser o dono do imóvel, o funcionário, os lojistas, vamos aprender com isso e dividir essa conta. Cada um vai ter que ver o que é mais importante e se moldar conforme a necessidade. Há uma união das entidades porque estão todos no mesmo barco, temos que salvar a economia para não ter desempregos”, alertou.

Ainda de acordo com Andréa, a própria CDL vem anunciando, por meio do site oficial, medidas anunciadas pelo Governo Federal para amenizar o impacto no comércio e na indústria.

Confira as medidas do Governo Federal para reduzir o impacto econômico do Covid-19

O Governo Federal adotou nos últimos dias algumas medidas com o objetivo de manter a economia em relativa atividade. Algumas delas atingem diretamente o setor produtivo e  podem injetar R$ 147,3 bilhões na economia. A maior parte, o equivalente a R$ 83,4 bilhões, direcionadas a população mais idosa e quase R$ 60 bilhões irão para manutenção de empregos. Confira algumas medidas tomadas pelo Governo para reduzir o impacto econômico do COVID-19:

1- Para dar mais capital de giro para as empresas, o governo suspendeu por três meses o prazo para empresas pagarem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e também a parte referente à parcela da União Simples Nacional.

2 - Nesse sentido ainda, as contribuições devidas ao Sistema S sofrerão redução de 50% por três meses para não afetar o caixa das empresas.

3 - O Governo antecipou a segunda parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS para o mês de maio. Antes, já tínhamos anunciado que a primeira parcela seria antecipada para abril.

4 - Para colocar ainda mais recursos na praça para movimentar a economia, ocorrerá a transferência dos valores não sacados do PIS/Pasep para o FGTS para permitir novos saques.

5 - Antecipar para junho o pagamento do abono salarial.

6 - Destinar o saldo do fundo do DPVAT para o Sistema Único de Saúde (SUS), o que soma mais de R$ 4,5 bilhões.

7 - A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) suspenderá atos de cobrança e facilitará a renegociação de dívidas em decorrência da pandemia. As medidas serão publicadas no Diário Oficial da União.

Fonte: FCDL