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Panorama econômico de SC e da região pautam reunião entre empresários

Encontro ocorreu nesta sexta-feira na Acic
Panorama econômico de SC e da região pautam reunião entre empresários
Foto: Divulgação
Por Redação Em 26/10/2019 às 15:36

O panorama econômico do Estado e da região Sul pautaram o encontro entre empresários e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) na manhã de sexta-feira, dia 25, na sede da Associação Empresarial de Criciúma (Acic). O gerente de inteligência competitiva e do Observatório da Indústria Catarinense da Fiesc, Sidnei Manoel Rodrigues, apresentou o desempenho atual da indústria catarinense e suas perspectivas futuras.

“Em termos de performance este ano a leitura é muito positiva. O ano de 2019 está muito favorável em todos os setores quando comparamos com 2018, e isso em todas as regiões do Estado. Estamos crescendo bastante com perspectiva de solidificar para 2020, e ter um crescimento acima de 3% para SC e 2% para o país e geração de empregos em todos os setores econômicos”, destaca Rodrigues.

De acordo com o especialista, a aprovação das reformas é fator determinante para essa projeção otimista. “Vamos depender das reformas, mas independente, do que ocorre em nível nacional, o Estado vem mostrando força e cresce muito além da pauta de Brasília. No Sul, os resultados também têm sido positivos em todos os setores, crescendo em geração de empregos e na produção, a confiança do empresário está bem positiva”, coloca.

Os setores têxtil, agroalimentar, bens de capital, metalmecânico, setor cerâmico e o da construção civil têm se destacado na geração de empregos deste ano. “O Sul tem uma performance acima da média em termos de Brasil e muito próximo ao que vem acontecendo em outras regiões do estado”.

De acordo com o especialista, um dos destaques de Criciúma é a abertura de novas empresas no setor de tecnologia da informação e da comunicação. “Esses empreendedores estão percebendo o potencial de mercado que pode vir a absorver essas inovações. Para os próximos anos, acredito que Criciúma precisa potencializar os setores já fortes para que a partir delesoutras empresas surjam como ocorreu no Oeste onde um conjunto de empresas nasceu em torno do agronegócio e depois ganharam vida”, opina.

“No próximo dia 18 de outubro receberemos na Acic a visita do presidente da Fiesc e o nosso desafio será discutir os dados da região e buscar direcionamentos junto à federação para impulsionarmos o nosso desenvolvimento”, observa o presidente da Acic, Moacir Dagostin.

Observatório da Indústria auxilia na tomada da decisão

Os empresários puderam conhecer também mais detalhes do potencial do Observatório da Indústria Catarinense, área da Fiesc voltada ao planejamento e desenvolvimento estratégico da indústria do Estado.

Responsável por monitorar os principais fatores que afetam a competitividade industrial no Estado de Santa Catarina, o Observatório analisa o desempenho econômico e as tendências tecnológicas dos setores estratégicos, fornecendo informações para a tomada de decisões estratégicas, tanto na esfera estadual quanto regional.

“Nosso propósito é ajudar a ampliar e potencializar cada uma das regiões e os seus setores por meio da inteligência estratégica. Cada vez mais competir é sinônimo de conhecimento. As tomadas de decisões para serem assertivas precisam cada vez mais de conhecimento e o Observatório da Indústria estrutura e organiza as informações para que o empresário decida melhor”, explica Rodrigues.

“A Acic é a primeira associação do Estado que a Fiesc disponibilizou esses dados, que estão disponíveis no site da entidade empresarial. Os números do observatório são atualizados diariamente, sendo uma ferramenta muito importante para que os empresários criem cenários e analisem seus setores no contexto estadual, nacional e até internacional”, ressalta o vice-presidente da Regional Sul da Fiesc, Diomicio Vidal.

 

Desempenho da Indústria de Transformação – Saldo de Empregos por atividade em Criciúma (Janeiro a Setembro de 2019)
 

Têxtil e confecção: 402

Bens e Capital: 116

Produtos químicos e plásticos: 83

Cerâmica: 80

Indústrias emergentes: 69

Metalmecânica e metalúrgica: 38

Indústria diversa: 23

Agroalimentar: 23

TIC:13

Gráfica: -5

Saúde: -6

Energia: -10

Celulose e papel: -12

Fonte: CAGED e Observatório FIESC

Colaboração: Deize Felisberto

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