InternetData CenterAssinante

Com baixa na pesca da anchova, aposta dos pescadores está na corvina

Assim como a tainha, safra da anchova não apresentou números positivos durante a temporada
Com baixa na pesca da anchova, aposta dos pescadores está na corvina
Foto: Divulgação
Por Thiago Hockmüller Em 05/10/2018 às 12:25

Os pescadores da Colônia Z-33 estão na última cartada para melhorar os números da temporada de pesca, que se encerra no próximo dia 30 de novembro com o início do período do defeso. Após a temporada da tainha, que não apresentou uma grande evolução em relação aos últimos anos, a pesca da anchova também não evoluiu como o esperado. Até agora, a captura não atingiu 15 toneladas, que é menos da metade da expectativa, que era de 40 toneladas. 

Para aliviar o impacto econômico gerado pela baixa, os pescadores apostam as fichas na pesca da corvina. Essa, aliás, vai bem. Já foram capturadas 15 toneladas da espécie conforme informações do presidente da Colônia Z-33, João Piccolo. “O que tem aparecido agora foi a corvina, estão pegando umas bem caprichadas. Passou a temporada e a anchova não apareceu. Traz preocupações porque os pescadores dependem desse tipo de pescado. Foi boa, mas não foi o que esperávamos. Infelizmente a anchova não encostou”, lamenta Piccolo. 

No final de junho, com o encerramento da temporada de pesca da tainha, foi registrada a captura de mais de 50 toneladas da espécie. Menos que as 100 toneladas capturadas em 2016 e mais que as 40 de 2017.   

Outra fonte de renda para os pescadores e que surge como uma contrapartida aos números da tainha e da anchova é a pesca da papa-terra, que também tem sido positiva. “A anchova é vendida na beira da praia a R$ 7 o quilo. Olha o quanto isso representa. Isso afeta o pescador, traz uma preocupação grande. Tomara que a pesca da corvina consiga salvar e tem bastante papa-terra também”, conta o presidente da Z-33. 

De olho no seguro-defeso  

Outra possibilidade de aliviar a tensão pela falta do cardume é o seguro-defeso, que funciona como uma assistência financeira temporária. Ele é concedido aos pescadores durante o período de defeso, onde a atividade é paralisada para a preservação de espécies. 

Piccolo alerta os pescadores para que agilizem o levantamento de documentação para dar entrada no processo. Estima-se que 900 pescadores da colônia recebam o seguro-defeso na baixa temporada da pesca. “Em novembro começamos a encaminhar a documentação. Os pescadores precisam passar na colônia para regularizar a situação e deixar em dia. É a garantia e sobrevivência do pescador”, pondera. 

A estimativa é que o seguro-defeso injete até R$ 3 milhões na economia da região do Colônia Z-33.