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Economia

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Servidores públicos de Criciúma estão oficialmente em greve

05
JUN
2017
| 10h45
10h45
Douglas Saviato
Jornalista | Portal Engeplus
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Douglas Saviato

Como previsto desde a última segunda-feira, dia 29, quando os servidores públicos de Criciúma realizaram um dia de paralisação geral na cidade, esta segunda-feira iniciou com greve nos serviços públicos do município. Parte dos trabalhadores se concentram na frente do provisório Paço Municipal no bairro Próspera e, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp), o movimento grevista tem uma adesão superior aos 80%.

O sindicato, que estava em estado de greve desde o dia 11 de maio, negocia há dois meses com a Prefeitura de Criciúma o aumento salarial da categoria e a não retirada de direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo das negociações dos anos anteriores. Segundo a presidente do Siserp, Jucélia Vargas, o sindicato esteve aberto ao diálogo durante a última semana, mas não houve avanço nas negociações. 

Nova proposta

“Os itens principais continuam sendo negados pelo prefeito. A proposta apresentada pelo governo altera questões que contemplam um grupo pequeno de trabalhadores. O abono férias e o abono natal, bem como o ganho real continuam sendo negados”, frisa. Esta nova proposta foi encaminhada ao sindicato no fim da tarde desse domingo, dia 4. Também nesse domingo, a prefeitura enviou um comunicado à imprensa sobre o movimento grevista, confira a nota na íntegra neste link.

Às 16 horas desta segunda-feira, uma assembleia será realizada em frente ao Paço Municipal, onde o sindicato repassará aos servidores as últimas cláusulas negociadas com o governo municipal. “Esperamos que o prefeito nos chame para negociar a qualquer momento, pois o melhor caminho é a negociação e não os servidores no seu local de trabalho descontentes com direitos conquistados retirados”, complementa Jucélia.

Corte dos abonos

Um dos principais pontos divergentes são os cortes dos abonos férias (servidores ativos) e natal (servidores inativos). “O valor é de R$ 463, mas agora você imagina o trabalhador que ganha pouco mais de R$ 900, esse abono é quase metade do seu salário. É quando ele pode programar suas férias com a família, comprar aquele eletrodoméstico que está faltando. Ninguém em sã consciência vai querer perder aquilo que já tem no seu salário. Ele já recebe esse valor ano após ano e vem o prefeito e diz que não irá mais pagar”, destaca a presidente.

Quem recebe o abono férias são os servidores ativos. Já os inativos, que são os aposentados, recebem o mesmo valor pelo abono natal, pois como já estão fora de atuação não recebem mais férias. “Ou seja, os aposentados recebem o abono natal em dezembro e os ativos recebem o abono férias, quando retiram as suas férias. Portanto, não são dois abonos como falam”, explica a sindicalista.

Jucélia reforça que a greve é provocada pelo governo do município que não apresentou novidades nas propostas. “Nós estamos em greve porque o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, e o vice-prefeito, Ricardo Fabris, levaram para a mesa de negociação a retirada de direitos, um exemplo, é o abono férias e o abono natal, concedido uma vez por ano. Cedemos para que a prefeitura encontrasse caminhos para melhorar a proposta, como o percentual de 6.6% do magistério. Os profissionais abririam mão desse valor e essa economia daria para conceder os abonos aos servidores, mas o governo foi irredutível”, afirma.

Bolsas e licença-maternidade

Em relação as bolsas de estudos, que a prefeitura pretendia cortar de 80% para 40% na graduação e de 50% para 25% na pós-graduação, houve um avanço. A atual proposta mantém os valores atuais de 80% e 50% na graduação e pós-graduação, respectivamente. No entanto, segundo Jucélia, a proposta prevê que as bolsas sejam oferecidas apenas na primeira graduação, condição que o sindicato rejeita. A prefeitura voltou atrás também no corte da licença-maternidade, que reduziria de 180 para 120 dias.

Impacto de R$ 9 milhões

Além da garantia dos benefícios, a categoria pede um reajuste de 8,3% para todos os servidores, porém, a prefeitura oferece 7,64% para o magistério e 4,57% (inflação) aos demais profissionais. O abono férias e o abono natal, conforme o secretário da Fazenda de Criciúma, Robson Gotuzzo, gera um impacto de R$ 9 milhões no orçamento da prefeitura em quatro anos de governo, valor considerável em um momento de crise que o país e as prefeituras enfrentam. Por este motivo também que a prefeitura concedeu o reajuste dos servidores referente à inflação.

Ainda de acordo com o secretário, a pauta é extensa com 61 itens, além dos subitens que somam mais de 130 pontos, alguns deles polêmicos. “Cedemos nas bolsas e na licença-maternidade. No entanto, as bolsas serão destinadas na primeira graduação. Além disso, a bolsa deve ter vínculo com as atribuições dos cargos com o qual o servidor ocupa na prefeitura”, frisa.

Greve em 2010

A última greve dos servidores públicos de Criciúma ocorreu em 2010, quando a paralisação durou quatro dias. Confira neste link os serviços que funcionam e os que estão paralisados na cidade.

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