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Estado vai tentar prorrogar funcionamento da JBS

Estado vai tentar prorrogar funcionamento da JBS
Foto: Arquivo Engeplus
Por Denis Luciano Em 11/10/2017 às 13:13

Na reunião da próxima terça-feira com diretores da JBS na Secretaria Estadual da Agricultura, em Florianópolis, será reforçado pela força tarefa criada ontem pelo governo do Estado o pedido para que a empresa mantenha a unidade de Morro Grande funcionando ao menos até o fim do ano. “É o que precisamos, isso facilitaria para efetivar um negócio com algum dos parceiros que estão interessados na compra do frigorífico”, antecipa o deputado estadual José Milton Scheffer (PP).

“Esse seria o tempo para construir a engenharia do negócio”, reforça o parlamentar, lembrando que se trata de uma operação econômica de alta monta mas que há duas ou três empresas interessadas na unidade que a JBS fechará, a princípio, no próximo dia 31, conforme já anunciado. 

A reunião de ontem com representantes do governo do Estado permitiu o alcance de uma importante garantia visando a atração de um investidor para o frigorífico de Morro Grande. “O Estado assegurou que oferece toda a sua política de incentivos fiscais. A empresa nova que virá terá acesso a essas vantagens”, exalta o deputado Scheffer.

Nos bloqueios, as notícias ruins

Na contramão das boas notícias que poderão vir de Florianópolis nos próximos dias, o sindicalista Célio Elias participou ontem à noite, em nome do sindicato que representa os trabalhadores da JBS na região, de uma reunião em Porto Alegre. “A empresa expôs ao sindicato a sua situação difícil, a partir do bloqueio de R$ 750 milhões do caixa da holding JIF e da própria JBS”, comenta o sindicalista. 

“Acendeu a luz amarela. Sem dinheiro fica inviável a operação da JBS com carnes bovina, suína e de frango em todo o país”, pondera. “Somos a favor de toda e qualquer punição à família Batista, mas os bloqueios de recursos do caixa da empresa trarão um enorme impacto social para os trabalhadores”, observa.

A JBS de Morro Grande fecha no fim do mês deixando de manter cerca de 700 empregos e respondendo por mais de 60% da arrecadação de impostos do município. “Esses bloqueios poderão levar a uma quebradeira da JBS país afora”, conclui Elias.