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Economia

O MUNDO DOS NEGÓCIOS

Canton Fair é porta de entrada para negócios internacionais

Números da maior feira multissetorial do mundo impressionam

11
NOV
2017
| 10h25
10h25
Redação Portal Engeplus
Jornalista | Portal Engeplus
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A Canton Fair é a maior feira multissetorial do mundo e os números realmente impressionam. Realizada desde 1957, na cidade de Guangzhou, na China, atualmente conta com 60 mil expositores cobrindo uma área de 1,18 milhão de m². É tão grande e importante que precisa ser dividida em três fases, separadas por categorias de produtos (ver quadro). As fases duram cinco dias cada com expositores montando seus estandes e deixando o local para dar vez a outra empresa. A edição de abril de 2017 movimentou mais de 30 bilhões de dólares em negociações e recebeu visitas de cerca de 190 mil pessoas em cada fase.


Os pavilhões da gigantesca Canton Fair.

“A Canton Fair é um ótimo ponto de partida para o empresário que ainda não ingressou no comércio exterior ou que está desenvolvendo um novo produto no seu portfolio”, explica o especialista em negócios internacionais e diretor da UNQ Import Export, Marcelo Raupp. “Além disso, a visita amplia o networking, possibilita o benchmarking, permite avaliações sobre o futuro do mercado em diversos segmentos e forma parcerias sólidas. E nos negócios internacionais, os relacionamentos são muito importantes”, reflete.

Fases da 123ª Canton Fair – 2018

Fase
Datas
Segmentos
1
15 a 19 de abril
Automóveis, autopeças, bicicletas, computadores e produtos de informática, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, equipamentos de som e iluminação, ferramentas, ferragens e hardware, máquinas e equipamentos pesados, materiais de construção e acabamento, motocicletas, pequenos maquinários, produtos químicos e utensílios para banheiro.
2
23 a 27 de abril
Artigos de decoração para o lar, artigos de higiene pessoal, brinquedos, móveis, relógios, óculos, presentes e brindes, produtos em cerâmica e vidro, produtos em rattan e em aço, produtos para festas.
3
1 a 5 de maio
acessórios de moda, alimentos, artigos de cama, mesa e banho, aviamento, bolsas e malas, carpetes e tapeçarias, matéria-prima têxtil, material de escritório, moda íntima, pele e plumagem, produtos esportivos, roupas e artigos em couros, utensílios médicos e para curativos, vestuários masculino, feminino e infantil, sapatos.

Dicas de especialistas

Raupp visitou a primeira fase da 122ª edição no mês passado acompanhando empresários da região sul do setor de máquinas. “Por conta da amplitude, é importante ter foco para a visita. Sair do Brasil com o pensamento de ‘vou ver o que tem por lá’ não é interessante. Certamente, o visitante sairá frustrado pois não há forma de ver tudo”, alerta. Ele também aconselha o interessado a ir acompanhado de uma assessoria especializada. “É claro que é possível se aventurar sozinho. Mas certamente estar ao lado de um especialista vai maximizar os resultados e evitar surpresas desagradáveis”, reforça.

O sócio de Raupp e também especialista em negócios internacionais, Renato Barata Gomes, também visitou a edição de outubro da feira, mas nas fases dois e três, com foco em artigos de decoração, e compartilha da ideia. “Definir que tipos de produtos se está interessado e estudar os fornecedores que estarão expondo é crucial para o sucesso da missão”, ressalta.

A UNQ Import Export faz todo este acompanhamento, desde o planejamento da viagem até análise prévia dos expositores. “Temos visitado a feira anualmente ao lado de nossos clientes e esta experiência faz muita diferença”, explica Barata. “Nossa assessoria é exclusiva com, no máximo, três empresas por viagem para garantir que os negócios dos nossos clientes tenham toda a atenção que merecem”, complementa Raupp.  


Diretores da UNQ, Renato Barata e Marcelo Raupp, em visita às diferentes fases da feira.

Planejando a visita

A viagem para a China é longa e, dependendo da época do ano, tem investimento mais alto. Por isso, preparar-se com antecedência ajuda a reduzir custos e dá tempo ao empresário para acertar todos os detalhes. O diretor da Ícaro Turismo, Gustavo Luis Silveira, aconselha um planejamento de três a quatro meses antes da data pretendida para embarque. “A China demanda alguns cuidados, como visto e vacina para a febre amarela, por exemplo. Além disso, temos gente do mundo inteiro indo para lá nas épocas do evento, o que pode dificultar a busca por boas hospedagens. Para quem está pensando em ir à edição de abril, é bom ficar atento”, alerta.

Gustavo, que trabalha há mais de dez anos com turismo, afirma que com uma boa assessoria, as exigências para ir à China como, por exemplo, o visto de entrada, são relativamente simples. “Ele precisa ser solicitado com, no mínimo, 20 dias de antecedência e, para a categoria de negócios, é importante ter uma carta convite de uma empresa chinesa justificando a visita”, explica. Sobre a comunicação no país, ele indica acompanhamento profissional. “A Ícaro Turismo dispõe de guias e intérpretes. Mas, no caso da Canton Fair, o indicado é que se tenha alguém de comércio exterior com experiência para auxiliar também nos negócios”.

Turismo

Guangzhou, ou Cantão, é a terceira maior cidade da China e tem 5,7 milhões de habitantes. É um centro de negócios com arranha-céus espelhados imponentes refletindo as belezas do lugar. Banhada pelo Rio Pérola, que passa bem próximo do pavilhão da feira, é um ótimo destino para conhecer mais da cultura chinesa: culinária típica, lojas de rua, templos, parques e belos exemplos da magnitude da construção civil do país. 


Vista do Rio Pérola, em Guangzhou. 

Apesar da grandeza, não espere se comunicar com o taxista em inglês. “Muitos chineses não entendem nem o nosso alfabeto. Por isso é importante ter tudo o que se precisa anotado em mandarim, como o nome e endereço do hotel e algum lugar específico que se queira visitar”, aconselha Raupp.

Já a vizinha Hong Kong, que fica a duas horas de trem de Guangzhou, tem a comunicação facilitada pela herança inglesa da colonização. “A ida à feira é uma ótima oportunidade para conhecer Hong Kong e aconselhamos isso a nossos clientes”, comenta Gustavo. Raupp também indica o passeio. “São mais de 40 horas de trânsito para ir do Brasil à China e aproveitar para conhecer um lugar tão peculiar é muito interessante”, conclui.   


Os famosos luminosos da movimentada Hong Kong.

Mais informações sobre O Mundo dos Negócios:

marcelo.raupp@unq.com.br / renato.barata@unq.com.br 

www.unq.com.br | www.omundodosnegocios.com.br

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