InternetData CenterAssinante

Inadimplência: medidas evitam atrasos no pagamento de dívidas pós-Natal

Inadimplência: medidas evitam atrasos no pagamento de dívidas pós-Natal
Por Redação Engeplus Em 23/12/2016 às 14:44

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio, mais de 57% das famílias estão com dívidas ou atrasos no cartão de crédito, cheque especial ou empréstimo pessoal. Já o Serasa Experian mostra que os meses de maior inadimplência são março, abril e maio, justamente quando os clientes não conseguem quitar os parcelamentos realizados durante as compras de Natal. Para evitar o aumento da inadimplência, após o período de festas, o advogado do escritório Andréia Dota Vieira, Dmitry Rzatki, traz orientações que beneficia quem precisa cobrar os débitos.

Segundo Rzatki, os mecanismos concedem maior celeridade ao processo através de penhora de bens e cadastro em bancos de inadimplentes. “Desde então, empresas e pessoas físicas podem, após a sentença, levar os devedores a protesto ou inscrevê-los em cadastro de inadimplentes”, pontua o jurista. “Entretanto, sempre a negociação extrajudicial, realizada por profissional capacitado, será mais rápida”, complementa.

De acordo com o jurista, o advogado tem maiores instrumentos para conseguir evitar o aumento da inadimplência. Outra alternativa, já utilizada há muitos anos, é cobrar através de um recurso pelo Banco Central. “Conseguimos, após a ação judicial, retirar o valor de qualquer conta bancária do devedor. Esse recurso já é antigo, mas ainda bem desconhecido entre os empresários”, afirma.

Para evitar o atraso nas contas pós-Natal, o advogado elenca quatro dicas principais

- Não compre por impulso. É preciso separar o desejo da necessidade.

- O parcelamento das compras para janeiro e fevereiro, meses que incidem a cobrança de IPVA, IPTU, material escolar, tende a prejudicar o orçamento doméstico.

- Muitos comerciantes concedem descontos para pagamento à vista.

- Discuta as finanças com a família, e caso fique difícil pagar, tente renegociar logo pra tudo voltar ao normal o quanto antes.

Colaboração: Felipe Godoy / Flash News