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Qual o limite da paciência?

Em três jogos, Criciúma ainda está longe de convencer na temporada 2020
Qual o limite da paciência?
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus
Por Eduardo Madeira Em 02/02/2020 às 09:20

Pré-temporada curta, poucos treinos e uma série de jogos em sequência. Tudo isso serve para justificar o começo irregular do Criciúma no Campeonato Catarinense, com 4 pontos em três rodadas. Mais do que a pontuação, o fato, porém, é que o time de Roberto Cavalo teve três atuações ruins. Até onde os argumentos acima podem ser usados como desculpas?

Mesmo que cite com frequência os pedidos por paciência, Cavalo já começou a expor a insatisfação com o próprio time. Após a derrota por 3 a 2 diante do Juventus, falou que os jogadores correram menos. Já depois do empate sem gols com o Atlético Tubarão, admitiu preocupação com o rendimento e foi além ao tecer críticas mais contundentes a jogadores como Alisson Taddei e Victor Guilherme. Algo errado no time há.

Uma dessas situações envolve o planejamento para o ano. Se sabia desde o fim de 2019 que o clube não teria condições de fazer grandes contratações e precisaria apostar forte nas categorias de base. Sabendo disso, por que o Tigre foi com força máxima para a Copa São Paulo? Soa incoerente reclamar agora das semanas iniciais de pré-temporada com poucos jogadores tendo ciência de que muitos dos que participaram da Copinha poderiam ter ficado em Criciúma para se integrarem aos profissionais.

Hoje, o desafio de Cavalo é conseguir transformar em um time um grupo de atletas formado por novos contratados e recém-promovidos aos profissionais. Após três rodadas, a evolução é irrisória e pouco notável. Não se observa qualquer tipo de ideia de jogo, tampouco de coordenação ofensiva. Na defesa, os encaixes individuais tão tradicionais dos times de Cavalo continuam provocando problemas e gerando espaços grandes para os adversários atacarem.

O rendimento é baixo até agora e os argumentos para isso, por mais que aceitáveis, são batidos. E os jogos teoricamente mais difíceis ainda não chegaram. Até lá, os treinamentos serão poucos e as partidas estarão empilhadas em sequência. Uma hora as justificativas usadas agora não farão mais sentido. Afinal, até onde vai o limite da paciência com o desempenho atual?