InternetData CenterAssinante

A seleção da década no Criciúma

Década chega ao fim e período serve de reflexão para os melhores do Tigre entre 2011-2020
A seleção da década no Criciúma
Foto: Arquivo Engeplus
Por Eduardo Madeira Em 31/12/2020 às 08:55

A década está chegando ao fim, mas pro Criciúma já ganhou um ponto final no 2 a 2 com o Brusque, na última rodada da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. E, convenhamos, foi um período bem sofrido para o clube. Poucos títulos e conquistas relevantes, rebaixamentos e uma perda de relevância preocupante. Mesmo assim, topei o desafio de tentar montar a seleção dos melhores jogadores que vestiram a camisa do Tigre entre 2011-2020.

Obviamente, por ter sido um período tão pobre para o Criciúma, a lista ficou muito pessoal e bem difícil de montar. Até por isso, deixo o espaço aberto para discussões e outras sugestões. O e-mail da coluna está disponível no fim do texto e aguardo suas opiniões também, afinal de contas, essas seleções de ano ou década, que é o caso dessa, sempre rendem boas discussões.

Sem mais, vamos a seleção:

Goleiro: Luiz (2014-2020)

Foto: Rafaela Custódio / Arquivo / Portal Engeplus

Esse, certamente, é um dos nomes que talvez mais cause discordâncias. Na minha lista, entra mais por tempo de serviço do que propriamente por rendimento ou conquistas. Luiz não ergueu nenhum troféu, mas foi titular enquanto esteve inteiro fisicamente. Especialmente entre 2016 e 2017, foi o melhor goleiro em atividade no futebol catarinense. Mesmo saindo em baixa após mais de 240 jogos e caindo de rendimento na reta final da passagem pelo Tigre, faz jus ser lembrado.

Laterais: Sueliton (2013 e 2018) e Marlon (2012-2013 e 2018-2019)

A posição mais fácil de encontrar os nomes foi nas duas laterais. Tanto na direita, como na esquerda, o Criciúma passou apuros no pré e pós Sueliton e Marlon. Ambos foram fundamentais no título estadual de 2013, ano em que o Tigre jogou a Série A e garantiu a permanência na elite, onde foram, igualmente, importantes. Ambos voltaram em 2018, não brilharam tanto, mas não comprometeram durante a campanha na Série B. Marlon, porém, carrega o asterisco de ter participado do rebaixamento para a 3ª divisão em 2019.

Zagueiros: Matheus Ferraz (2012-2013) e Nino (2016-2019)

Foto: Fernando Ribeiro / Arquivo / Criciúma E.C.

Matheus Ferraz foi um dos zagueiros mais bem sucedidos da década pelo Criciúma. Chegou sem badalação do Mirassol para a disputa da Série B de 2012 e logo se tornou peça chave na campanha de acesso. Ficou no ano seguinte e se fixou entre as lideranças do time, conquistando a taça do Catarinense e ficando na elite nacional. Era meio inevitável montar uma lista da década e deixá-lo de fora. 

Já Nino entra na "cota base". Foi uma época prolífica para as canteiras carvoeiras e ele é a personificação do bom trabalho feito no começo da década. Titular no Tigre entre 2017 e 2018, partiu para o Fluminense, um clube de Série A, permanecendo jogando em bom nível e atingiu a seleção pré-olímpica. Esse sucesso tem digitais do Criciúma e do bom desempenho dele por aqui.

Meias: Dodi (2014-2018), Foguinho (2019-2020) e Kléber (2012)

Admito que essa a faixa foi a mais difícil de montar por pura falta de opções. Até mesmo entre 2012 e 2013, melhores anos na década, o meio-campo criciumense teve enorme rotatividade - Amaral, João Vitor, Elton, França, Possebon, Ivo e por aí vai. Acabei optando por uma mescla de rendimento e identificação com a torcida. 

Dodi, por exemplo, é cria do clube e se notabilizou pela dinâmica de jogo: ótimo ladrão de bolas e boa chegada ao ataque. Virou peça chave do time entre 2016 e 2017. Já Foguinho teve uma passagem breve, mas intensa. Se identificou rápido com a torcida, fez gols e virou capitão. Não evitou a queda para a Série B, mas conseguiu marcar na despedida, no jogo que impediu o rebaixamento para a Série D. Curto período, mas que deixou uma marca. Já Kléber virou em 2012 o camisa 10 que o Criciúma tanto procurou e nunca mais achou depois de sua saída. Foi a peça complementar de Lucca e Zé Carlos, que ganham destaque em seguida.

Atacantes: Zé Carlos (2011-2012, 2014 e 2018), Lucca (2011-2012, 2014-2015) e Lins (2012-2013)

Foto: Fernando Ribeiro / Arquivo / Criciúma E.C.

O ataque foi o mais fácil de montar. Qualquer lista da década do Criciúma sem Zé Carlos e Lucca é uma seleção equivocada, com respeito a todas as opiniões. Eles formaram a mais badalada dupla de ataque do Tigre nos últimos anos e responsáveis diretos pelo acesso em 2012. Uma combinação fulminante que carregou o Tigre para a elite e arrebatou corações carvoeiros. Zé ainda teve o adendo de ter voltado em 2018 e, mesmo num rendimento inferior, conseguiu ajudar a evitar o rebaixamento.

Já Lins fez parte dessa transição. Teve papel fundamental no título catarinense e na manutenção do Criciúma na Série A em 2013, com gols decisivos naquelas campanhas. Como não lembrar da badalação, com um pouco de galhofa, de “Linsvandowski”, referência ao atacante polonês, eleito Melhor do Mundo em 2020? Lins merece ser reconhecido.

Técnico: Vadão

Essa, talvez, tenha sido a escolha mais difícil. O Criciúma possui uma rotatividade de técnicos muito grande e a minoria tem sucesso. Acabei escolhendo Vadão. Foi ele o último treinador campeão pelo Tigre, no Estadual de 2013, e serve também como forma de homenagem, já que faleceu neste ano.

E aí? Quem você acha que poderia entrar? Dê seu pitaco! Afinal, qual foi o melhor Criciúma da década 2011-2020?