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Prevenção e cuidados com prédios públicos e históricos em pauta

Prevenção e cuidados com prédios públicos e históricos em pauta
Foto: Divulgação
Por Denis Luciano Em 05/10/2017 às 10:47

O recente incêndio no Centro Cultural Jorge Zanatta fez chamar a atenção para a necessidade de uma política mais contundente de preservação do patrimônio histórico em Criciúma. Com base nisso, a Câmara de Vereadores realizou ontem à noite, na Associação Empresarial de Criciúma (ACIC) uma audiência pública para discutir o tema.

“Nós precisamos que toda a comunidade esteja conosco para lutar pela cultura”, pontuou o presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Serginho Zappelini. Para o vereador Daniel Freitas (PP), proponente da audiência, falta gestão cultural na cidade. “Falta sim a gestão de todo o processo cultural de Criciúma. Vamos nos organizar para contribuir com um plano mais detalhado para o segmento na cidade”, afirmou.

Entre as deliberações da reunião estão a criação do Fundo de Cultura, a instalação do Conselho Municipal de Turismo com a devida criação de uma taxa de turismo, o pedido de encontro com o prefeito Clésio Salvaro para acompanhar a recuperação do Centro Cultural, o pedido para incluir a Câmara no Conselho de Cultura, a instauração de Comissão Técnica de Avaliação dos Bens Tombados e a designação de um profissional para atuar junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Ipahn) em Criciúma.

No MP, preocupação com a prevenção

O promotor Luiz Fernando Ulyssea, que também participou da audiência, lembrou que órgãos deixam de obter verbas na área cultura por falta de informação. “Os municípios não conseguem verbas muitas vezes por falta de adequação a questões legais”, lembrou.

Colega de Ulyssea, o promotor Alex Cruz relata outro aspecto importante: a prevenção de incêndios em prédios públicos, como foi o caso recente do Centro Cultural. Ele capitaneia no Ministério Público dois inquéritos civis, um que acompanha a necessidade de providências em prédios municipais e outro que monitora os estaduais. 

“Tem alguns prédios que não estão 100% regulares quanto às normas de segurança contra incêndio. É um levantamento individualizado que o Corpo de Bombeiros fez”, afirmou. “No município estão boa parte dos prédios públicos, prefeitura, secretarias, Centro de Eventos. Os estaduais tem a ADR, delegacias de polícia e outros”, relacionou.

Cruz enfatizou que, entre os principais problemas envolvendo prédios públicos e a insegurança contra incêndio estão a falta de alvarás e a insuficiência de equipamentos de combate a incêndio e prevenção. “Em qualquer eventualidade não tem mecanismo adequado para combater incêndio”, observou. “Criciúma tem sido alvo de incêndios em prédios públicos, é bom prevenir e conscientizar município e Estado quanto à importância da prevenção”, concluiu.

(Colaboração: Clara Fernandes)