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“Nau dos Loucos” ganha leituras dramáticas virtuais

Texto terá versão feita por alunos do curso de Teatro da Unesc
“Nau dos Loucos” ganha leituras dramáticas virtuais
Foto: Divulgação
Por Milena Nandi Em 13/05/2020 às 15:25 - Atualizado há 1 mês

“Nau dos Loucos”, do dramaturgo Luís Alberto de Abreu, já recebeu várias versões para o teatro nacional e nesta quarta-feira (13/5), ganhará uma versão feita por estudantes do curso de Teatro da Unesc. O projeto “Nau(vela) dos loucos”, iniciará a primeira parte da leitura dramática às 19h30 (link para acesso). A segunda parte ocorrerá em 20 de maio, no mesmo horário (link para acesso).

O texto não fala de vírus, de pandemia e nem de relações mediadas por dispositivos eletrônicos, mas questiona o leitor, o ouvinte e o espectador sobre a construção de nossa identidade: afinal de contas o que é isso, ser brasileiro?

O projeto “Nau(vela) dos loucos” é desenvolvido dentro da disciplina de Montagem e Pesquisa Teatral II, da sexta fase de Teatro e conta com a parceria da Sala Edi Balod e do curso de Artes Visuais da Universidade. O elenco do projeto é composto por Ana Bertolina, Beatriz de Villa, Fabio Murilo, Marcos Alexandre, Mixa Miranda, Ritha Lummertz, Tômm Crescêncio, Val Mendes, William Costa e Yonara Marques. A direção é de Eduardo Osorio Silva e a produção de Beatriz Almendra.

Nau dos Loucos

A comédia épica e popular de Luís Alberto de Abreu traz olhares críticos à história brasileira, seus processos de colonização (do imperialismo à globalização), injustiças sociais e loucuras cotidianas do mundo contemporâneo. A peça trata do encontro de um nórdico e um índio, que desiludidos e sem perspectivas, vivem sua saga cômica ao embarcarem o mítico barco que durante o Renascimento recolhia as pessoas loucas da Europa. 

Os loucos em questão eram todas as pessoas de que a sociedade queria se livrar. Por meio da comédia, o texto estimula uma aproximação e identificação do público com a história do Brasil em meio a seus recortes de sociedades, costumes, crenças, preconceitos, arbitrariedades, intolerâncias e insanidades.

Mais respiros de arte

Os moradores do condomínio Dona Ema Colonetti, no bairro Tereza Cristina, em Içara, receberam a visita do Cirquinho do Revirado no último sábado (9/5) e puderam assistir, sem sair de casa, a um teatro de bonecos. As apresentações ocorreram em cima de uma caminhonete. Ah, não esqueça de dar um pulo na galeria e conferir as belas imagens registradas por João Gabriel.