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Republicanos divididos sobre o futuro de Trump

Presidente enfrenta possibilidade de ser barrado da vida pública
Republicanos divididos sobre o futuro de Trump
Foto: Reprodução CBS
Por André Abreu Em 16/01/2021 às 13:02 - Atualizado há 1 mês

O Senado deve dar continuidade ao segundo processo de impeachment após a posse de Joe Biden. O plano que está sendo discutido é que os senadores se ocupem da votação das nomeações do novo presidente pela manhã e à tarde tratem do impeachment de Trump. 

Os deputados da Câmara serão os promotores do impeachment, o presidente Trump terá sua defesa através de seus advogados. Ele responde à acusação de incitamento à insurreição contra o Congresso, um dos pilares da democracia dos EUA. A sessão final de votação do impeachment teria a condução pelo juiz, Chefe da Suprema Corte John Roberts (juiz do lado conservador), mas a presença dele permanece em questão, pois será o julgamento de um ex-presidente.

Os senadores irão ouvir os dois lados, defesa e acusação, para, depois, votarem pelo impeachment do presidente Trump.

O fato de já estar fora da presidência pode resultar em alguma decisão de punição para o futuro, se o impeachment for aprovado, barrando o futuro político de Donald Trump. A medida é constitucional. Na Câmara 10 deputados republicanos votaram pelo impeachment, inclusive a número 3 do partido, a deputada Liz Chenney, filha do ex-vice-presidente de Bush, Dick Chenney. Ela está sendo fortemente criticada pelos deputados fiéis a Trump.

Os democratas vão precisar de 17 votos para condenar Trump no Senado. Se não conseguirem, podem tentar barrar a continuidade de Trump na política para sempre via maioria simples. Os democratas contam com maioria simples (51 votos no Senado com um total de 100 senadores e a vice-presidente votando para desempatar).

O senador Mitch McConnell foi o maior defensor do presidente Trump no primeiro impeachment. Ele é um republicano tradicional que ocupa posição histórica de liderança no Senado: líder da maioria. Com a posse de dois novos senadores democratas eleitos pelo estado da Geórgia, McConnell se torna líder da minoria. Pessoalmente ele está ligado a Trump, mas se recusa a condenar o segundo impeachment que é a pauta principal dos próximos dias em Washington, que vive com um clima de tensão e de segurança reforçada com a posse de Biden na quarta-feira (20) ao meio-dia.   

Há 25 mil soldados da Guarda Nacional nas ruas de Washington com áreas próximas à Casa Branca e ao Capitólio isoladas por cercas que não podem ser escaladas. Depois da invasão do Capitólio (foto abaixo), as forças policiais foram criticadas por não adotarem as medidas de segurança necessárias para o dia da certificação dos votos no Congresso, agora estão isolando a capital dos EUA das cidades vizinhas para a posse.