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FMI e OMS concordam: salvar vidas é a prioridade

Para as duas organizações, salvar vidas está acima de salvar postos de trabalho
FMI e OMS concordam: salvar vidas é a prioridade
Foto: afp
Por André Abreu Em 03/04/2020 às 14:55

Os chefes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) insistiram nesta sexta-feira (3)  que salvar vidas é um "pré-requisito" para salvar os meios de subsistência, chamando a pandemia de "uma das horas mais sombrias da humanidade".

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva (foto), disseram que a COVID-19 precisa ser controlado primeiro antes de reativar a economia, apesar de admitirem que é difícil encontrar o equilíbrio certo.

A economia mundial foi atingida pelo vírus e paralisações associadas, já que mais da metade da população do planeta vive sob alguma forma de confinamento para retardar a propagação da pandemia.

"Todos os países enfrentam a necessidade de conter a propagação do vírus à custa de paralisar sua sociedade e sua economia", escreveram Tedros e Georgieva em um artigo conjunto no jornal britânico The Daily Telegraph.

"Salvar vidas ou salvar meios de subsistência? Controlar o vírus é, em qualquer caso, um pré-requisito para salvar meios de subsistência".

Ambos explicaram que em muitos países, especialmente os mais pobres, os sistemas de saúde não estão "preparados para uma investida" de pacientes com COVID-19 e instaram os países a priorizarem os gastos com saúde.

"O curso da crise global da saúde e o destino da economia mundial estão intrinsecamente entrelaçados. Combater a pandemia é uma necessidade para a economia se recuperar", escreveram eles.

"Nosso apelo conjunto é que, em uma das horas mais sombrias da humanidade, os líderes devem dar um passo em direção às pessoas que vivem em mercados emergentes".

O artigo ressalta que 85 países estão buscando financiamento de emergência do FMI e que a instituição com sede em Washington está dobrando sua capacidade de resposta a emergências de 50 bilhões para 100 bilhões de dólares.

A capacidade total de empréstimo do FMI é de US$ 1 trilhão.

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