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Confronto entre polícia e manifestantes em Boston

Mais uma noite de protestos após a morte de George Floyd por policial de Mineápolis
Confronto entre polícia e manifestantes em Boston
Foto: Jessica Rinaldi/Boston Globe
Por André Abreu Em 31/05/2020 às 09:50 - Atualizado há 1 mês

Os incidentes de violência no centro de Boston seguiram o fim de um protesto pacífico que atraiu milhares à Assembleia Legislativa do estado de Massachusetts, a  State House no domingo à noite.

Manifestantes se reuniram para pedir justiça na morte de George Floyd, o negro que morreu sob custódia policial em Minneapolis na semana passada.

Confrontos com a polícia, vandalismo e saques começaram na noite de domingo, quando muitos saíram da manifestação em frente a State House. Imagens da rede WCVB, mostraram os confrontos com a polícia e um veículo da polícia em chamas. Os manifestantes foram dispersados da manifestação com uso da força policial e as imagens mostravam pessoas sendo detidas no meio da rua. 

Os policiais de Boston no início fizeram uma avaliação do tamanho da multidão e contenção usando bicicletas no deslocamento no centro da cidade. Depois enviaram uma equipe bem mais numerosa que formou uma barreira que foi se deslocando em direção à multidão, isolando os manifestantes em pontos da cidade com menos movimentação. 

 

No resto do país houve várias manifestações contra a violência policial registradas pelos principais jornais dos EUA. 

Acompanhe na galeria as capas dos jornais norte-americanos desta segunda-feira (01).

Domingo de mannhã

Cidades em todo o país estavam calmas na manhã deste domingo (31), após uma noite de agitação que resultou em dezenas de manifestações e carros da polícia queimados em meio à indignação pela morte de George Floyd, um afro-americano que morreu sob custódia da polícia de Minneapolis há quase uma semana.

Em um dia nacional de protesto, milhares de pessoas foram às ruas. Los Angeles, Chicago e Atlanta estavam entre as cidades adotando toques de recolher no final da noite para tentar conter a revolta provocada pela morte de Floyd, desigualdades raciais e brutalidade policial.

Em Mineápolis e Saint Paul, cidades consideradas gêmeas, as autoridades usaram granadas de gás lacrimogêneo e fumaça para separar grupos de manifestantes, enquanto a cidade continuava a se debater após várias noites de manifestações violentas.

Em Nova York, os incêndios queimaram e um vídeo compartilhado nas redes sociais mostrava um carro de polícia indo em direção a uma multidão de manifestantes.

Em Nashville, houve incêndios na prefeitura.

Em Washington, os protestos aumentaram no perímetro da Casa Branca à medida que a noite avançava. No final da noite de sábado (30), um carro queimava a dois quarteirões da Casa Branca (imagens abaixo no vídeo). O cenário é de janelas de restaurantes e de comércios destruídas. Fogos também foram ateados em lixeiras na capital dos EUA. 

O parque Lafayette, localizado em frente à Casa Branca, foi totalmente fechado e se tornou uma área de concentração policial. Os policiais formaram uma barreira limitando o avanço da multidão. 

A cidade teve uma noite tensa com uso de spray de pimenta pela polícia para dispersar manifestantes em parques públicos.  

 

Violência registrada contra jornalistas 

Alguns jornalistas que cobriam as manifestações foram feridos por gás lacrimogêneo, bombas de fumaça e projéteis não-letais disparados pela polícia. Em Pittsburgh, pelo menos três jornalistas locais foram feridos por manifestantes, informou a polícia.

Em Louisville no estado de Kentucky, uma repórter e o seu cinegrafista ficaram na mira de um policial que atirava balas de pimenta em direção aos dois que cobriam os protestos ao vivo na TV. 

Em Mineápolis dois membros da equipe de TV da Reuters foram atingidos por balas de borracha e feridos no sábado à noite quando a polícia estava se deslocando em uma área ocupada por 500 manifestantes logo após o toque de recolher às 20 h no horário local. 

O Comitê de Repórteres pela Liberdade de Imprensa, de acordo com o jornal The New York Times, recebeu cerca de 10 registros de agressões contra jornalistas no país.