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Cientistas questionam estudo sobre a hidroxicloroquina na The Lancet

Principais notícias internacionais sobre o coronavírus
Por André Abreu Em 28/05/2020 às 07:45 - Atualizado há 1 mês

09:25 - Dezenas de cientistas expressaram em carta aberta sua "preocupação" com a metodologia usada no estudo publicado na revista The Lancet sobre a hidroxicloroquina, cujas conclusões levaram a OMS a suspender os ensaios clínicos com esta molécula.

O estudo, publicado em 22 de maio na prestigiada publicação médica, baseia-se em dados de quase 96.000 pacientes internados entre dezembro e abril em 671 hospitais em todo o mundo e compara a evolução daqueles que receberam esse tratamento e dos que não receberam.

Seus autores concluíram que a hidroxicloroquina não é apenas ineficaz, mas também aumenta o risco de morte entre os pacientes com COVID-19.

À luz desse estudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu suspender temporariamente os ensaios clínicos com hidroxicloroquina em vários países.

O impacto deste trabalho "levou muitos pesquisadores ao redor do mundo a examinar minuciosamente a publicação", a cargo da Surgisphere, uma empresa de análise de dados de saúde com sede nos Estados Unidos, escreveram os autores da carta aberta divulgada na quinta-feira.

"Esta revisão levantou preocupações sobre a metodologia e a integridade dos dados", enfatizam, detalhando uma longa lista de pontos problemáticos, desde a recusa dos autores em dar acesso a informações de base à ausência de uma "revisão ética".

Devido à "considerável preocupação" que o estudo suscitou "entre pacientes e participantes" nos ensaios clínicos, os signatários da carta pedem à OMS ou a outra instituição "independente e respeitada" a criação de um grupo para analisar independentemente as conclusões deste trabalho.

Quinta-feira, 28 de maio de 2020

16:25 - A Itália registrou 70 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas — 60 a menos do que ontem –, chegando a um total de 33.142 vítimas até o momento, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela Defesa Civil.

Entre ontem e hoje, foram 593 novos casos de coronavírus, um número um pouco mais elevado do que na quarta-feira, que ficou em 584 infecções. Um terço (382) destes aconteceram na Lombardia, a região mais atingida pela pandemia, onde também foram confirmadas 20 novas mortes.

15:15 - O turismo internacional deve cair 70% neste ano, marcando a maior queda do setor desde que o início dos registros na década de 1950, disse o secretário-geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), Zurab Pololikashvili, ao jornal alemão Handelsblatt.

Pololikashvili afirmou que essa previsão para o setor atingido pelo coronavírus se baseava na suposição de que países ao redor do mundo abririam suas fronteiras gradualmente a partir de agosto.

12:14 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou o marco de 100 mil mortes no país em decorrência da pandemia de coronavírus em uma publicação no Twitter nesta quinta-feira, um dia após seu silêncio ser notado em relação ao balanço.

"Acabamos de alcançar um marco muito triste, com as mortes pela pandemia de coronavírus atingindo 100.000. Para todas as famílias e amigos daqueles que já faleceram, quero estender minha sincera simpatia e amor por tudo o que essas pessoas representavam. Deus esteja com vocês!", tuitou Trump.

A Europa já registra mais 175 mil mortos em decorrência do novo coronavírus. Três quartos dos óbitos no continente se concentram em quatro países: Reino Unido (37.542), Itália (33.072), França (28.599) e Espanha (27.117).

Com 2.084.058 casos confirmados, a Europa é o continente mais atingido pela Covid-19, que já matou em todo mundo mais de 355 mil pessoas. Os países com maior número de mortos também são os com mais casos na região: Reino Unido (268.691), Espanha (236.259), Itália (231.139) e França (183.038). A Alemanha fica em quinto lugar, com 181.918 casos.  

A Coreia do Sul voltou a impor nesta quinta-feira (28/05) uma série de restrições em resposta a um aumento no número de infecções. O país, considerado um dos exemplos na luta contra a doença, anunciou que foram registrados 79 casos em apenas um dia, a maioria na região metropolitana de Seul.

O aumento obrigou as autoridades a endurecer as normas sanitárias, que haviam sido atenuadas em 6 de maio. Museus, parques e galerias de arte fecharão novamente por duas semanas a partir desta sexta-feira (29), informou o ministro da Saúde, Park Neung-hoo. Ele também pediu às empresas que proponham medidas de flexibilização do trabalho e pediu que as pessoas evitem reuniões sociais ou ir a lugares movimentados - incluindo restaurantes e bares. 

O novo coronavírus já matou mais de 100.000 pessoas nos Estados Unidos, mostrou uma contagem não-oficial nesta quarta-feira, em um momento no qual a desaceleração dos óbitos incentiva as empresas a reabrirem e os norte-americanos a saírem de mais de dois meses de isolamento social.

Cerca de 1.400 norte-americanos têm morrido, em média, todos os dias em maio, abaixo do pico de 2.000 em abril, de acordo com a contagem de dados estaduais e municipais sobre as mortes pela Covid-19.

Em cerca de três meses, mais norte-americanos morreram pela Covid-19 do que durante a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã e o conflito dos EUA no Iraque (2003 a 2011), juntos.

A nova doença respiratória também tem matado mais pessoas do que a epidemia da Aids, de 1981 a 1989, e é muito mais mortal do que a gripe sazonal tem sido há décadas.

A última vez que a gripe matou tantas pessoas nos Estados Unidos foi na temporada de 1957-1958, quando 116.000 morreram.