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China não registra mortes por covid-19 há um mês

Leia também as principais notícias internacionais sobre a luta contra o vírus
China não registra mortes por covid-19 há um mês
Foto: Reuters
Por André Abreu Em 14/05/2020 às 22:23 - Atualizado há 4 meses

A China completou nesta sexta-feira um mês sem reportar nenhuma nova morte em decorrência do novo coronavírus. Atualmente, há somente 91 pacientes com covid-19 em tratamento no país, segundo dados oficiais.

A Comissão Nacional de Saúde reportou quatro novos casos da doença nesta sexta, sendo todos resultado de transmissão local na província de Jilin, no nordeste do país. O último dia em que a comissão havia reportado uma morte em decorrência da covid-19 foi 14 de abril.

Além dos 91 pacientes em tratamento, há outros 623 em quarentena por uma suspeita de infecção ou por terem testado positivo para o coronavírus sem apresentar sintomas.

No total, a China registrou 4.633 mortes em decorrência da covid-19 e 82.933 infecções desde que o coronavírus foi detectado pela primeira vez no fim do ano passado, na cidade de Wuhan.

Principais notícias do mundo sobre o coronavírus:

  • Mundo tem mais de 4,4 milhões de casos, 300 mil mortes e 1,5 milhão de recuperados

O número total de mortes em decorrência da covid-19 no mundo passou de 300 mil, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Mais de 4,4 milhões de casos foram confirmados. 

Com 84.985 óbitos, os Estados Unidos é o país com o maior número de mortes, seguido do Reino Unido, com 33.692 óbitos, e Itália, com 31.368 óbitos. Em quarto lugar, está a Espanha, com 27.321 mortes e em quinto, a França, com 27.077 mortes.

O ranking de países com o maior número de casos confirmados também é liderado pelos Estados Unidos, com 1,4 milhão de infecções. Em segundo lugar, está a Rússia, com 252.245 casos, seguida pelo Reino Unido, com 234.431 casos, Espanha, com 229.540 casos, e Itália 223.096 casos. O Brasil registra 202.918 infecções, 13.993 óbitos e 79.479 recuperados

  • Alemanha volta a registrar quase mil novos casos num dia

Segundo o Instituto Roberto Koch (RKI), responsável pela prevenção e controle de doenças na Alemanha, o número de casos de covid-19 confirmados no país aumentou em 933 nas últimas 24 horas e saltou para um total de 172.239 nesta quinta-feira. Foram registras 89 novas mortes em decorrência da doença, totalizando 7.723.

  • Berlim estima quase 100 bilhões de euros a menos em receitas tributárias

A receita tributária da Alemanha cairá em 81,5 bilhões de euros em 2020 como resultado da crise do coronavírus, segundo uma estimativa oficial divulgada pelo governo federal nesta quinta-feira (14/05). Trata-se da primeira queda desde a crise financeira de 2009.

Uma avaliação semestral feita por especialistas em impostos e divulgada pelo Ministério das Finanças mostrou que as autoridades federais, estaduais e municipais devem receber 717,8 bilhões de euros neste ano, ante os 799,3 bilhões de euros coletados em 2019 – uma queda de mais de 10%.

A previsão anterior para 2020, divulgada no fim de 2019, era de um aumento para 816,4 bilhões de euros em receitas. Ou seja, o valor arrecadado neste ano deverá ser quase 100 bilhões de euros abaixo do esperado.

  • Trump rebate advertências e defende reabertura de escolas

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou considerar "inaceitáveis" as advertências feitas pelo pelo especialista em doenças infecciosas e membro da força-tarefa do coronavírus no país, Anthony Fauci, em relação à reabertura da sociedade – especialmente quando se trata de escolas.

"Estamos abrindo nosso país, as pessoas querem que ele abra, as escolas serão abertas", disse Trump.

Fauci havia dito ao Senado dos EUA que cidades e estados poderiam sofrer mais mortes e danos econômicos caso as ordens de confinamento fossem suspensas sem a capacidade adequada de reação a novos surtos. "Minha preocupação é que começaremos a ver pequenos picos que podem se transformar em surtos", disse Fauci.

Há um crescente atrito entre Trump e especialistas em doenças dos EUA que têm alertado que o abrandamento do distanciamento social e a reabertura de empresas sem que haja a capacidade de rastrear novos casos de covid-19 levarão a uma maior calamidade nos próximos meses.

  • Japão suspende estado de emergência na maior parte do país

O Japão suspendeu o estado de emergência antes do previsto na maioria das regiões, mas serão mantidas restrições em Tóquio e em outras sete áreas de alto risco, incluindo Osaka, Kyoto e Hokkaido, anunciou nesta quinta-feira (14/05) o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

"Decidimos levantar o estado de emergência em 39 autarquias [das 47 que existem no Japão]", disse o chefe do governo japonês. A medida tem efeito imediato. "Hoje é o novo começo de nossas vidas diárias, de uma nova normalidade."

O estado de emergência para conter a propagação da covid-19 entrou em vigor em 7 de abril em Tóquio e em outras seis prefeituras. Prolongada e estendido ao país inteiro em 4 de maio, a medida emergencial deveria permanecer em vigor até o final de maio. "Se possível, gostaríamos de suspender o estado de emergência antes de 31 de maio também em outras regiões", acrescentou Abe.

Com os sinais de infecções diminuindo, o primeiro-ministro japonês tem buscado tentar relaxar as restrições e encontrar um equilíbrio entre prevenção da doença e o estado da economia. 

  • Estudo associa covid-19 a doença inflamatória em crianças

Pesquisadores italianos divulgaram um estudo que relaciona o coronavírus Sars-Cov-2 a uma condição que remete à doença de Kawasaki, enfermidade de causa desconhecida que afeta sobretudo crianças menores de cinco anos, inflamando vasos sanguíneos por todo o corpo.

O estudo, publicado nesta quarta-feira (13/05) na revista científica The Lancet foi realizado por pesquisadores da província de Bérgamo, no norte da Itália – região que registrou a maioria dos casos e de mortes por covid-19, doença causada pelo coronavírus, no país.

Os pesquisadores relataram ter encontrado um aumento de 30 vezes na incidência de condições similares à doença de Kawasaki em pacientes examinados num hospital de Bérgamo entre fevereiro e abril.

​Foto: Bombeiros de Chicago lamentam as perdas da covid-19.