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Argentina estende proibição de voos internacionais até setembro

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Argentina estende proibição de voos internacionais até setembro
Foto: Picture Alliance
Por André Abreu Em 25/04/2020 às 10:37 - Atualizado há 2 meses

07:02 - A Argentina proibiu todas as vendas de passagens aéreas comerciais domésticas e internacionais até setembro, numa das mais duras restrições de viagens no mundo em razão do coronavírus, fazendo a indústria alertar que a medida pressionará companhias aéreas e aeroportos.

Enquanto as fronteiras do país estão fechadas desde março, o novo decreto vai além, proibindo até 1º de setembro a compra e venda de voos comerciais a partir, com destino, ou dentro da Argentina. O decreto foi assinado nesta segunda-feira pela Administração Nacional de Aviação Civil, que afirmou que "foi entendido como razoável" implementar as restrições.

Muitos países da América do Sul, incluindo Equador, Peru e Colômbia, têm proibido todos os voos comerciais por enquanto, mas nenhum estendeu a restrição de forma tão longa quanto a Argentina.

Estados Unidos, Brasil e Canadá impuseram restrições, mas não proibições.

"O problema era que as companhias aéreas estavam vendendo passagens sem terem autorização para viajar para solo argentino", disse um porta-voz do presidente Alberto Fernandez.

A proibição pressiona a Latam, que tem uma importante operação doméstica na Argentina, e tem buscado ajuda de vários governos. A maior companhia local, a Aerolineas Argentinas, é estatal e pode sobreviver enquanto o governo estiver disposto a subsidiá-la.

A proibição também afetaria companhias menores e de baixo custo, que cresceram rapidamente na Argentina com o apoio do ex-presidente Mauricio Macri, como a FlyBondi no mercado interno, e SkyAirlines e JETSmart, que voam internacionalmente.

Segunda-feira, 28 de abril de 2020

20:21 - O governo da Califórnia anunciou que vai reforçar as restrições para conter a disseminação de covid-19 após multidões lotarem algumas das praias do estado americano no último fim de semana.

O governador Gavin Newsom informou a decisão após autoridades locais nos condados de Orange e Ventura permitirem o acesso da população às praias enquanto os parques estaduais permaneciam fechados, o que fez com que um grande número de pessoas se dirigisse para o litoral.

15:20 - A Conferência Episcopal Italiana (CEI) emitiu na noite de domingo um duro comunicado contra o governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte, denunciando que a proibição de celebrar missas após a reabertura gradual do país, marcada para o dia 4 de maio, afeta a liberdade de culto.

Conte anunciou no fim de semana como será feito o lento e gradual desconfinamento da Itália, com a reabertura de algumas atividades e possíveis saídas para visitar parentes, além da realização de funerais com a presença de até 15 pessoas.

Mas, seguindo os conselhos do comitê técnico-científico encarregado de elaborar o plano de reabertura, foi decidido que ainda não é seguro permitir cerimônias religiosas.

10:59 - Começou a vigorar nesta segunda-feira a obrigatoriedade do uso de máscara protetora em determinados locais públicos em todos os estados da Alemanha. Depois que dez estados já haviam adotado ou anunciado regulamentos similares, as outras unidades da federação anunciaram adesão à iniciativa na semana passada.

Renânia do Norte-Vestfália, Baixa Saxônia, Renânia-Palatinado, Sarre e Bremen introduziram uma nova lei de uso compulsório de máscara na quarta-feira passada. Nestes estados, o acessório é obrigatório no transporte público e no comércio, assim como em Brandemburgo. Em Berlim, a máscara é obrigatória no transporte público, mas não em lojas.

Já Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental ampliou a partir desta segunda-feira a obrigatoriedade da máscara, que antes valia apenas para o transporte público. Qualquer pessoa que não cumpra a medida no estado pode ser multada em 25 euros.

Alguns estados alemães reabriram nesta segunda-feira escolas para alunos de determinadas turmas escolares – em geral, as mais avançadas.

A Alemanha registrou cerca de 155 mil casos diagnosticados de coronavírus, de acordo com dados oficiais publicados nesta segunda-feira, com apenas 5.750 mortes, uma proporção muito menor de fatalidades em relação a vizinhos europeus, como Itália, Espanha, França e Reino Unido.

07:51 - A primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern diz que a nação derrotou - no momento - o coronavírus quando seu governo anunciou a suspensão da maioria das restrições impostas para impedir a propagação da COVID-19.

"Não há transmissão comunitária não detectada na Nova Zelândia. Vencemos essa batalha", afirmou Ardern na segunda-feira. "Mas devemos permanecer vigilantes se quisermos continuar assim."

O coronavírus na Nova Zelândia está em declínio desde 5 de abril, quando foram anunciados 89 casos confirmados. No domingo, não houve novos casos anunciados pela primeira vez em semanas, mas outros cinco foram relatados na segunda-feira. Um total de 19 pessoas morreram na Nova Zelândia por causa do COVID-19. Mais de 1400 casos foram registrados desde o início da pandemia no país. 

Questionada se a Nova Zelândia havia eliminado o COVID-19, Ardern respondeu: "atualmente".

Domingo, 27 de abril de 2020

18:35 - A gigante automobilística alemã Volkswagen anunciou que reativará na segunda-feira a linha de montagem em suas instalações na cidade de Wolfsburg. À medida que a Alemanha vai flexibilizando certas medidas de confinamento, as montadoras BMW e Mercedes-Benz também planejam reiniciar a produção em suas fábricas no país.

11:23 - O governo da Itália afirmou que só pretende reabrir as escolas do país em setembro para não comprometer a "saúde das crianças" devido à pandemia de covid-19. A informação foi confirmada pelo premiê Giuseppe Conte numa entrevista publicada hoje pelo jornal La Repubblica. O ano escolar regularmente já começa em setembro, mas as aulas do ano letivo de 2019 estão sendo ministradas online. 

 "A escola está no centro das nossas ideias e será reaberta em setembro. Todos os cenários preparados por um comité de especialistas previam altos riscos de contágio em caso de reabertura (antes de setembro) das escolas", afirmou Conte. 

 "É a saúde das nossas crianças que está em jogo", acrescentou o premiê. As escolas estão fechadas desde o início de março devido à epidemia de covid-19, que já matou mais de 26.000 vidas no país, o mais atingido na Europa. 

Conte confirmou também que o governo trabalha num plano de desconfinamento dos italianos e de reabertura da atividade industrial a curto prazo, a partir de 4 de maio. 

"Estamos trabalhando para permitir a reabertura de uma boa parte das empresas, do setor da indústria transformadora ao da construção, a partir de 4 de maio", assegurou o chefe do governo italiano. 

O plano vai ser anunciado "o mais tardar no início da próxima semana", adiantou, advertindo que as empresas devem assegurar "o cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança", como o distanciamento social e o uso de máscaras. 

Sexta-feira, 25 de abril de 2020

23:15 - A Espanha emitiu orientações, neste sábado, que permitem que crianças saiam ao ar livre, após seis semanas vivendo sob um dos isolamentos mais rígidos da Europa, com os números confirmando contagem diária de mortes por coronavírus bem abaixo do pico no começo deste mês. 

A Espanha vê evidências suficientes de que o vírus está sob controle para começar a afrouxar seu isolamento. Crianças estavam testando suas máscaras em antecipação ao primeiro gosto de ar livre desde que o primeiro-ministro Pedro Sánchez declarou estado de emergência em 14 de março. 

O governo afirmou que crianças com menos de 14 anos poderão, a partir de domingo, fazer uma hora de atividade supervisionada fora de casa por dia, entre às 9h e às 21h, ficando dentro de um raio de um quilômetro de suas moradias. 

Adultos podem acompanhar até três crianças, que não poderão usar playgrounds e precisam aderir às orientações de distanciamento social, permanecendo a pelo menos dois metros de outras pessoas. 

O governo ainda não disse quando as medidas de confinamento serão aliviadas para as outras crianças. 

O chefe de saúde emergencial da Espanha, Fernando Simon, pediu que as pessoas evitassem “euforia excessiva” em relação às medidas que reduzem o confinamento e disse que “precisamos manter a responsabilidade coletiva”. 

Oficiais de polícia pediram que os pais não abusem do sistema e assegurem que seus filhos sigam as regras. 

Em 13 de abril, setores como a construção civil e a manufatura receberam permissão para reabrirem, mas, com a maioria das pessoas ainda confinadas em suas casas exceto para motivos essenciais, lojas, bares e espaços públicos permanecem fechados. 

O presidente regional da Catalunha, Quim Torra, anunciou o plano da região para aliviar medidas de isolamento, incluindo horas específicas para crianças de diferentes idades saírem às ruas. 

Defendendo suas medidas, que ignoram orientações do Ministério da Saúde e sublinham o descontentamento em algumas regiões com a reação nacional, Torra afirmou: “Temos o direito de ter nosso próprio plano para diminuir o confinamento”. 

Em Pineda de Mar, no nordeste da Espanha, costureiras voluntárias trabalhavam duro para fazer máscaras para as crianças antes da medida que começam a diminuir o confinamento.

22:30 - O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou, em comunicado à nação, que a partir de 2 de maio a população poderá sair para se exercitar, se o número de novos casos de covid-19 continuar caindo. Ficarão permitidos esportes ou caminhadas com uma pessoa com quem se divida a moradia.

Desde 14 março, os espanhóis estão submetidos a uma das quarentenas mais rigorosas da Europa, só podendo sair de casa para comprar comida, remédios ou para atividades profissionais essenciais. O país é o mais afetado, depois dos Estados Unidos, contando quase 224 mil contágios, com 22.900 mortes.

O primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, também anunciou que na terça-feira apresentará ao Parlamento um plano para reverter gradualmente as regras de confinamento.

10:55 - O número total de mortes causadas pela covid-19 na Espanha chegou a 22.902 neste sábado, após mais 378 óbitos terem sido registrados nas últimas 24 horas, segundo dados do jornal El País. O novo aumento diário é levemente superior ao de 367 registrado na sexta-feira.

Já o número de novos casos de covid-19 passou para 223.759, com o registro de mais 2.944 novos contágios nas últimas 24 horas. O número de pessoas curadas chegada a 95.708. 

10:15 - Mundo tem mais de 2,8 milhões de casos e 197 mil mortes. Índia começa a relaxar isolamento após um mês de confinamento. Alemanha acumula mais de 150 mil casos de Covid-19.

O Brasil está em situação parecida com os Países Baixos em números de mortes. Os Países Baixos têm mais de 4 mil mortes. O número de infecções é menor que o Brasil: 37.190. O governo dos Países Baixos trabalha em um plano de reabertura gradual.  

Em número de casos, a Béligica é o que mais se aproxima do Brasil: mais de 45 mil, mas o número de mortes está chegando a 7 mil. Em termos de números na Europa, estamos vivendo no panorama mundial uma guerra. Os EUA estão com cerca de 50 mil mortes dentro deste mesmo contexto.

Cuba tem 49 mortes e mais de 1.200 casos e é um dos que mais se aproxima da situação em Santa Catarina. 

Resumo deste sábado (25/04):

  • Mundo tem mais de 2,8 milhões de casos, mais de 197 mil mortes e mais de 793 mil recuperados
  • Brasil soma 52.9950 infecções e 3.670 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • Alemanha acumula mais de 150 mil casos de covid-19
  • Índia começa a relaxar isolamento após um mês de confinamento