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Esperança na Espanha: redução de mortes e reabertura parcial

EUA lidera tem maior número de mortes
Por André Abreu Em 13/04/2020 às 08:55

Uma tímida volta ao trabalho e uma nova redução no balanço diário de mortes na Espanha representaram nesta segunda-feira (13) um pouco de esperança sobre a efetividade das medidas de contenção contra o coronavírus, que prossegue com o avanço a nível mundial.

A pandemia provocou mais de 112.500 mortes e infectou oficialmente mais de 1,8 milhão de pessoas em todo o planeta desde que o novo coronavírus foi identificado em dezembro na China.

Os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar na lista de países mais afetados, com pelo menos 22.020 vítimas fatais e mais de 555.000 casos confirmados, mas a Europa é o continente mais afetado pela pandemia, com 75.011 mortes e 909.673 casos de contaminação.

A Espanha, terceiro país mais castigado pela pandemia, registrou 517 óbitos nas últimas 24 horas, anunciou nesta segunda-feira o ministério da Saúde, o que eleva o total a 17.489 mortos pela COVID-19.

Além da queda no número de mortes, o país também observou o menor número de contágios diários desde 20 de março. O dado global de casos confirmados na Espanha alcança 169.496.

Depois de uma paralisação de duas semanas, o país retomou nesta segunda-feira as atividades em setores considerados não essenciais da economia, principalmente na construção civil e indústria, apesar da continuidade do confinamento dos 47 milhões de espanhóis e da recomendação do governo para que as pessoas respeitem as medidas de distanciamento social.

Diante do temor de aumento dos contágios, o governo anunciou que distribuiria 10 milhões de máscaras às pessoas obrigadas a utilizar os transportes públicos para retornar ao trabalho.

"A distribuição vai muito bem, porque algumas pessoas não têm máscaras nem luvas. É bom para algumas pessoas porque as farmácias não vendem, porque estão em falta, e algumas estão sem proteção, um perigo para as outras pessoas", declarou à AFP na estação de Atocha (Madri) Blanca Cisneros, que trabalha em uma casa de repouso.

A estação de Atocha, porém, não estava lotada. O metrô de Madri anunciou que registrou nesta segunda-feira um aumento de 34% do número de passageiros na comparação com a semana passada, mas um número 86% menor que o observado na mesma data em 2019.

A volta ao trabalho, que também aconteceu na China - berço da epidemia - após a retirada das medidas de confinamento, continua fora da agenda em outros países, como Itália ou França, embora também observem tendência de queda no número diário de mortes.

A Itália anunciou no domingo o dia menos letal em mais de três semanas, com 431 vítimas fatais em 24 horas, o que elevou o balanço total no país a quase 20.000 mortes.

Desde 19 de março, a cifra diária superava sistematicamente 500 mortes.

A França também observa uma queda leve no número de pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, assim como no número de mortes em hospitais, com 310 óbitos no domingo, contra 345 no dia anterior, para um total de 14.393 vítimas fatais.

O presidente Emmanuel Macron, que deve discursar ao país nesta segunda-feira, planeja ampliar o confinamento até pelo menos 10 de maio.

Do outro lado do Atlântico, a pandemia parece estar chegando ao ponto máximo nos Estados Unidos, que registrou 1.514 mortes em 24 horas, número que representa uma queda pelo segundo dia consecutivo.

O sinal de alento levou o principal cientista da Casa Branca, Anthony Fauci, a admitir que a economia dos Estados Unidos poderia retomar gradualmente as atividades em maio.

Porém, Andrew Cuomo, governador do estado de Nova York, epicentro da doença no território americano, com mais de 9.000 mortes, fez uma advertência: "Não vemos uma queda significativa, apenas uma estabilização".

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