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Clima

Furacão Irma

Catarinenses relatam situação na Flórida antes da chegada de furacão

07
SET
2017
| 17h07
17h07
Amanda Garcia Ludwig
Jornalista | Portal Engeplus
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Netherlands Ministry of Defence/Handout - Reuters

O casal Iale Claudino e Tiago Rodrigo da Silva se mudou de Criciúma para a cidade Coconut Creek, na Flórida (EUA) há alguns meses e hoje se preparam para escapar do furacão Irma. O fenômeno climático que é um dos mais fortes já registrados no Atlântico já atingiu o Caribe e deixou mais de 10 mortos. Os ventos do furacão chegam a 300 km/h e a previsão é que ele chegue à Flórida nos próximos dias.

Segundo Iale, que era professora de inglês em Criciúma, nos últimos dias o governo americano emitiu notas orientando a população a comprar água, comidas não perecíveis, baterias de celular extra e encher o tanque do carro para uma possível evacuação. Desde terça-feira as prateleiras dos mercados esvaziaram e muitos se preparam para fugir do furacão.

"Estamos sem conseguir comprar água desde terça-feira. Para abastecer o carro, ficamos monitorando a chegada do combustível ao posto e só conseguimos abastecer à 1 hora desta quinta-feira", relata Iale, que neste momento segue viagem para Geórgia, Estado vizinho da Flórida.

A viagem tem uma estimativa de duração de 10 horas, mas Iale relata lentidão no trânsito devido ao grande número de pessoas nas estradas. "A Flórida tem duas saídas, a 95 e a Turnipike. Ambas tem o trânsito lento. Estamos levando documentos, comida não perecível e as roupas que couberam na mala. Não temos data para voltar, vamos ficar na Geórgia até saber que tudo está ok", diz.

Segundo a professora, a maioria dos moradores estão saindo em direção à Georgia ou Boston, mas quem decidiu ficar no Estado viaja neste momento para cidades mais ao Norte, como Orlando. "Os aeroportos estão lotados. Os prédios também receberam alguns tipos de proteção. O nosso prédio recebeu proteções nas janelas e varandas, assim como a maioria dos estabelecimentos."

Furacão Irma

O furacão é um dos mais fortes já registrados no Oceano Atlântico em pelo menos um século. Os fortes ventos - que chegam a até 300 km/h - deixaram um rastro de destruição em ilhas do Caribe como Barbuda, São Martinho e Ilhas Virgens Britânicas. Em seguida, o fenômeno passou pela República Dominicana e segue para o Haiti, para em seguida chegar à Flórida.

Até o momento, foram confirmados 11 mortos e milhares de pessoas estão desabrigadas. Ondas de mais de 12 metros de altura foram registradas nestes locais. O furacão foi descrito por meteorologistas como pertencente à categoria 5, ou seja, tem potencial catastrófico. Esta é a maior classificação dos EUA para furacões.

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