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A polêmica da Praça em Nova Veneza

Família Coral reage indignada com difamação proferida por professor da UFSC
A polêmica da Praça em Nova Veneza
Por João Paulo Messer Em 21/02/2021 às 19:13

Criada por lei do Executivo e aprovada por unanimidade no Legislativo de Nova Veneza, a Praça Natale Coral, instalada em 2020, está dando o que falar. O professor da UFSC, Waldir Rampinelli, neoveniziano de nascimento abriu a polêmica ao postar um vídeo em que acusa prefeito e vereadores de homenagearem o que ele classifica de “bugreiro”, que significa matar de índios.

O tema primeiro ganhou alguns debates acalorados nas redes sociais, sem repercussão maioria no grande público. Até que na semana passada o professor falou na rádio Eldorado. A resposta da família e dos idealizadores da praça vieram logo e em tom de indignação. Não se descarta criar uma lei tornando Waldir Rampinelli “persona non grata” no município. O certo é que se ele não retirar as palavras proferidas nas redes sociais será processado pelos descendentes de Natale Coral.

Professores do núcleo de estudos indígenas da UNESC foram ouvidos e apresentam uma leitura mais plausível aos fatos a que se refere o professor Rampinelli. Os episódios daquela época, descritos pelo professor da UFSC como um genocídio covarde contra os índios foi na interpretação dos colegas da universidade do Sul um episódio em contexto de tempos diferentes dos atuais e em circunstâncias menos estranhos à época. Sem negar os conflitos confrontos sangrentos a versão é menos ofensiva aos nossos dias, como na versão de Rampinelli.

Edmilson Benedet, tataraneto de Natale Coral e advogado, ouvido na rádio Eldorado, admite que os familiares podem acionar juridicamente o professor Rampinelli. Já o idealizador da homenagem, Nicola Gava, acusa o professor de polêmica e difamação ao homenageado e de distorcer os fatos. Por isso Gava acusa Rampinelli de “mentiroso”.

Tanto o Executivo como o Legislativo não se pronunciaram a respeito.

Os familiares admitem apoiar se algum dos atuais vereadores propor um título de “persona non grata” ao professor.

A praça segue sendo visitada e deve receber nos próximos dias outros equipamentos, desta vez homenageando os índios xokleng, que eram os habitantes desta região quando os colonizadores aqui chegaram.