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Vereadores do PSD não parecem dispostos a recuar

A guerra da bancada (3-1=2) é com o vice-prefeito
Vereadores do PSD não parecem dispostos a recuar
Por João Paulo Messer Em 12/01/2020 às 22:23

Enquanto os vereadores Salésio Lima e Camila do Nascimento - considerados pela direção do PSD como legítimos vereadores do partido - se mantém mais cautelosos em relação a guerra interna deflagrada com o vice-prefeito Ricardo Fabris, Zairo Casagrande – considerado pela direção do partido “fora” – só é cauteloso quando a conversa é no microfone. Fora do ar não é difícil ouvir dele que os três estão “fechados” e que a persistir o cenário que consideram de “equivocado privilégio” ao vice-prefeito, sairão da sigla. Zairo aposta que os três saem. Existe, entretanto, um cenário que pode mudar tudo no partido. Isso aconteceria se o deputado Júlio Garcia, que é quem tem absoluto domínio da sigla, decidir substituir o candidato do partido a vice-prefeito em reedição da chapa Clésio Salvaro/Ricardo Fabris.

O ensaio dos vereadores flagrantemente rebelados, pode mudar se avançar a tese de que o empresário Anselmo Freitas seja o candidato a vice-prefeito pelo PSD em Criciúma. Alguém pode perguntar: “mas Anselmo não se filiou ao PSD em Içara?” Sim, mas há tempo até o fim de março para que ele mude o domicilio. Fabris sabidamente no meio político tem o apadrinhamento do deputado Júlio Garcia, mas não tem o respaldo do partido. Na base do PSD não é difícil encontrar gente disposta a apoiar qualquer nome para vice, desde que não seja Fabris.

O vice-prefeito Ricardo Fabris tem evitado comentar o assunto por orientação do deputado Júlio Garcia. O período em que o fato está na pauta favorece Fabris, pois o tempo é de recesso e a aposta de que assim o assunto se desgaste o suficiente para ser considerado página virada quando chegar março que é o mês de efervescência política.

A foto é do momento de filiação de Anselmo Freitas ao PSD em outubro do ano passado.