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Clésio Salvaro sendo Bolsonaro?

À luz da interpretação política, há mais do que semelhanças
Por João Paulo Messer Em 29/07/2020 às 15:05

Coincidência ou não a reação do meu público ouvinte, no rádio, revela alinhamento Bolsonaro/Salvaro, quando o assunto é o COVID19. Isso pode ser imitação ou inspiração. O prefeito não defendeu, com tanta veemência assim, a Cloroquina, embora também a tenha anunciou na rede pública. E mais, ele usa o mesmo tom do presidente quando o assunto é a necessidade de não penalizar o setor produtivo, mesmo que lhe custe a acusação de menosprezo à saúde.

Recentemente, Clésio que é do partido do governador João Dória, criticou duro o seu partidário dando eco à leitura do presidente na questão do enfrentamento da pandemia e ainda gravou alguns vídeos, em especial dois, de comportamento semelhante ao do presidente. Foi quando “convocou” o ladrão de fios do pátio da prefeitura e passou-lhe um recado direto. O outro foi quando jogou um jornal no lixo, numa demonstração de enfrentamento da imprensa.

Pois esta reação – ou ação – não é coincidência, mas sim parte de uma estratégia. Este é o tipo de discurso que pega bem aos ouvidos do eleitor. Não é suposição minha, nem tenho estudo mais recente. Fico com o resultado da última verdadeira pesquisa, a eleição, que deu 81,9 por cento dos votos válidos ao presidente e o seu estilo. Não é necessário estudar mais para saber qual tom de discurso soa música aos ouvidos do eleitor criciumense.

Se conversar com o prefeito ele vai invocar que apenas mantém um estilo que traz bem de antes de Bolsonaro presidente. Se conversar com a bolsonarista e pré-candidata a prefeita Júlia Zanatta, ela pode ter a ponderação do plágio ou qualquer outro argumento. Como a opinião aqui é minha, restrinjo-a à esta interpretação, quando olho para os últimos movimentos do prefeito. Ele divergiu de todos os colegas prefeitos e decidi ir em caminho inverso, quando se tratando da forma como enfrentar o atual momento de avanço do coronavírus. Bolsonaro, lá no início, também ficou sozinho.

Óbvio, existem muitas diferenças de comportamento entre ambos. O prefeito usa máscara desde os primeiros dias e ainda pede ao assessor: “te afasta um pouco Fred”, enquanto o presidente começou promovendo algumas pequenas aglomerações.

Aceitando todas as ponderações e contestações sugiro que Salvaro está bolsonarando quando trata de COVID.