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Solidariedade ao Alisson

Colegas levam apoio ao vereador
Solidariedade ao Alisson
Por João Paulo Messer Em 08/10/2019 às 11:24

O vereador Allison Pires (PSDB) foi “desalojado” da cadeira que vinha ocupando na Câmara de Vereadores de Criciúma pelo titular da vaga Arleu da Silveira (PSDB), que por sua vez retornou ao Legislativo. Tudo numa manobra arquitetada pelo prefeito Clésio Salvaro (PSDB). É que o suplente não obedeceu a ordem (orientação) do chefe do poder Executivo em votação de projeto na sessão de terça-feira da semana passada. Esta foi a segunda vez que ele foi por sua convicção e contra a orientação do partido. Como consequência o prefeito abriu mão de ter Arleu como seu secretário e mandou-o retornar à Câmara desalojando Alisson.

A medida aparentemente ofensiva é prática comum no ambiente da política. Suplente não é dono de cadeira e fica nela se o líder do partido quiser. Contrariado, Clésio Salvaro decidiu que acabou o mandato do suplente.

Na prática esta medida é vista como autoritária. No caso de Allison Pires há ainda outro ingrediente: a solidariedade dos colegas. Ele é – era – único vereador que não tem rejeição interna no parlamento. É unanimidade, seja entre os aliados do governo, seja da oposição. Ponderado, inteligente e coerente ele exercita bem o diálogo. Por isso é também o mais querido entre servidores e assessores também de outros partidos.

Tudo isso provocou um gesto solidário inédito. Tão logo terminou a primeira sessão sem Allison Pires, que ficou na Câmara quase por três anos, a maioria dos vereadores e assessores decidiram ir à casa do suplente. A confraternização na casa do vereador transformou-se num ato de apoio e reconhecimento.

Inclusive o líder de governo, Aldinei Potelecki, se fez presente. Além dele, o presidente Miri Dagostin, Salésio Lima, Camila do Nascimento, Edson Luiz do Nascimento (Paiol), Tita Beloli, Zairo Casagrande, Júlio Kaminski, Dailto Feuser, Toninho da Imbralit e Ademir Honorato. Ficaram de fora: Geovana Zanette, Arleu da Silveira, Paulo Ferrarezi, Jair Alexandre, Moacir Dajori e Julio Colombo.

Pelo observado, os que não foram fizeram esta opção não por rejeição ao vereador, mas por obediência ao prefeito.