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O fator Gílson no PP

Senador Esperidião Amin abonou a ficha de filiação
O fator Gílson no PP
Por João Paulo Messer Em 25/07/2019 às 21:02

Há sim progressistas pensando que vão tirar Jorge Boeira “da toca” com a filiação de Gilson Pinheiro. O ex-deputado tem um estilo muito peculiar. Silencioso sobre seus movimentos gera dúvidas nos correligionários. Em alguns gera a inquietação. Boeira tem dito que em agosto define, mas isso parece não bastar. Nem parece que agosto é logo ali. Isso porque a desconfiança é que quando agosto chegar ele protele a decisão. Eu não tenho dúvidas disso. Assim como não tenho dúvidas de que “Boeira está nem aí” para o raciocínio de que o ingresso de Pinheiro possa apressar alguma decisão. Mas ouvi sim de mais de um dirigente progressista que “a filiação de Gílson é para dar uma pressionada no Boeira”. É o primeiro erro progressista em relação a eleição do ano que vem.

Estilo

Ao silenciar sobre candidatura Jorge Boeira me parece mais do que acertado. Ele se vale de seu estilo para esconder a “escalação”. Tem progressista que não vê assim. Ou será que algum progressista acredita mesmo que Gílson Pinheiro possa ser o candidato???

O “pirulito” do PP

Ao erguer-se oposição ao prefeito Clésio Salvaro com a indicação de que tem mais de um candidato para ser cabeça de chapa, o PP pressiona o que os progressistas alinhados já pediram: a vaga de vice na chapa com o atual prefeito.

Cabeça de chapa

Deve-se ler no interesse do PP, e de qualquer outro partido, que ao buscar de todas as formas possíveis participação na cabeça de chapa (prefeito ou vice) que só um partido nestas condições terá maiores chances de construir lista de vereadores. Quer dizer, partido que não entra na cabeça de chapa fatalmente terá menos chances de eleger seus vereadores. Isso é da fórmula da política.

Desgaste

Essas e estas especulações sobre o adversário de Clésio Salvaro na eleição do ano que vem são a evidência de que o prefeito tem “nervo exposto” ao ir para uma quinta eleição ao mesmo cargo. O desgaste disso é grande e crescente com os ditos novos tempos da política.

Frentão

Em entrevista nesta quinta-feira Esperidião Amin falou sobre alianças. Em Criciúma admite sim que o seu PP coligue com o MDB e o PSL. Esta é a reposta à especulação de formação de um “frentão” contra Salvaro. Nesta lista poderia se incluir ainda o PDT.

Na Justiça

Assunto do final de tarde desta quinta-feira na capital é uma ação judicial em que o deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) denuncia o governador do Estado por improbidade administrativa ao baixar decreto dirigindo ao interesse militar os cargos de Secretário de Estado da Administração e de Assessor do Secretário. A ação é considerada de iniciativa popular e não parlamentar de Kennedy. Ela contesta a criação de uma indenização por regime especial de serviço ativo que o secretário Eduardo Tasca e seu assessor Thiago Vieira recebem. Pede que o governador ressarça o Estado os valores já pagos. É a primeira ação desta natureza que o governador passa a responder.

Araranguá

Ricardo Ghelere, diretor do Instituto Maria Schmidt, administrador de órgãos de saúde como a UPA de Criciúma, o Hospital Regional de Araranguá e o Hospital São Marcos de Nova Veneza era até pouco tempo um mero gestor do consórcio de saúde dos municípios da AMESC. Seu trabalho evoluiu tanto que hoje é reconhecido como um dos mais competentes da área. O seu nome vem ganhando força para ser candidato a prefeito em Araranguá. Ele tem domicilio eleitoral na cidade e está filiado ao PSL.