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Leitura de domingo: O filho da mãe Partido

Uma interpretação à cena da política brasileira de agora
Leitura de domingo: O filho da mãe Partido
Por João Paulo Messer Em 20/10/2019 às 20:02

O PSL está como aquela mãe que engravidou de filho rico.

Goza dos privilégios, mas sempre será tratada como descartável, pois apesar de ter tido o papel aparentemente principal, nunca foi a estrela deste ambiente.

Afinal, quando se tem esperança, menos importa a genética do corpo, mas sim a saúde do ventre e o seu fruto.

O PSL não é mãe solteira, pois gerou o fruto da família brasileira. E dele todos se consideram um pouco pais. Só irão renegar a paternidade se forem traídos ou se este revelar que não tem as virtudes da família paterna, mas sim os defeitos da família da mãe.

Essas barrigas chamadas partidos parecem todas vindas da mesma gênese, pois se alimentam do mesmo.

Os avós são o povo brasileiro, que por conta da esperança de um novo Brasil, acariciaram a barriga de aluguel o tempo todo. Barriga que nem conheciam, mas que gerou o orgulhoso e esperançoso filho. Os outros, antes gerados por barrigas bem mais conhecidas e estruturadas, se tornaram filhos ingratos, hoje chamados de filhos de prostitutas.

Bolsonaro é o filho da esperança brasileira. Por isso, a barriga tem pouco mérito. Há quem olhe para ela com o desprezo de quem a vê apenas como oportunista. Afinal, ela invoca os privilégios de membro desta família, pois se acha autora da cria.

PSLs, assim como barrigas, havia tantas para Bolsonaro, a diferença é que essa que ele escolheu era virgem.

Bolsonaro precisava de um partido, assim como a esperança brasileira necessitava de uma barriga.

Agora que a criança começa a andar aparecem todos reivindicando paternidade.

Bolsonaro precisa seguir as virtudes do pai, mas pode ter problemas se não souber dar à mãe a atenção necessária.

Afinal, filho algum quer ver a mãe na zona.