InternetData CenterAssinante

A guerra das CPIs

Base governista amplia apoio e embaralha o jogo da CI do CriciúmaPrev
A guerra das CPIs
Por João Paulo Messer Em 02/08/2019 às 16:02

Toda Comissão de Investigação que for “Parlamentar” tem ingredientes políticos. Em Criciúma abriu-se uma guerra de CIs ou CPIs. Vereador não é investigador, é político. Por si só estas comissões nascem contaminadas por interesses que superam a lógica de uma investigação. Agora o governo municipal se superou e através do vereador Júlio Colombo contra-atacou a comissão em fase final sugerindo outra CPI (sim eu sei que a nomenclatura é CI - Comissão de Investigação, mas ao entendimento popular melhor falar CPI). Se a questão é investigar o CriciúmaPrev, que se investigue o tamanho do prejuízo que ele tem desde que foi criado, não só do ano passado. É isso que pensam os aliados. E tem lógica, mas não tem amparo legal.

E segue...

Acontece que uma investigação de longo curso pregresso não tem amparo legal. Há limitações de tempo para instalar CPIs. Mas ao governo atual e seus aliados interessa dizer que a investigação em andamento é política. E é. Os opositores estão enxergando improbidade, os aliados não. O presidente da CPI chegou a concluir que há improbidade e viu até motivo de cassação do prefeito, quando a CI mal havia sido instalada. Só isso basta para se enxergar a poluição política que esta comissão tem.

Estratégia

Não é fácil entender, mas o prefeito Clésio Salvaro garante que ele sai ganhando politicamente quando existem polêmicas como esta da CI do CriciúmaPrev. A história tem comprovado isso. Sempre que ele teve adversários agressivos, cresceu. É como aquele time que se dá melhor jogando no contra-ataque. Desde os tempos de Eduardo Moreira, de Romana, etc... foi assim.

Pior cenário

Os piores cenários para o prefeito Clésio Salvaro acontecem quando ele não tem adversário bombardeando. Isso quem diz são as pesquisas que ele tem de um instituto já conhecido por ser quase uma propriedade do prefeito. Tamanha é a frequência com que ele monitora o ambiente externo.

Bom de reação

Me parece evidente que o prefeito Clésio Salvaro sabe sair-se bem melhor de imbróglios decorrentes de ataques que ele sofre. Vide o caso da CPI. Não tem a mesma habilidade de conduzir “brigas que ele compra”. Leia-se o recente caso da Casan.

É um estilo

Nenhuma habilidade é tão acentuada no prefeito Clésio Salvaro quanto a sua capacidade de reagir. Não é para menos que do ex-presidente Lula se dizia que “quanto mais batem nele, mais ele cresce”. É uma espécie de manipulação emocional de massa que se torna mais eficiente quando o indivíduo é atacado. Clésio Salvaro é um político forjado como alvo da dita opinião seleta.

Nova CPI

O requerimento do vereador Júlio Colombo pedindo a instalação de uma Comissão de Investigação para apurar parcelamentos do Criciúma-Prev desde a sua criação em 2003 foi subscrito ainda pelos vereadores: Dailto Feuser, Édson Aurélio, Paulo Ferrarezi, Salésio Lima, Toninho da Imbralit, Aldinei Potelecki, Geovana Zanette, Miri Dagostim e Tita Beloli.

Veneza e a Casan

Primeiro foi o prefeito de Siderópolis, Helio Cesa, o Alemão, que negociou a renovação do contrato com a Casan. O prefeito Arlindo Rocha, de Maracajá, está em fase final de negociação. Nesta semana o prefeito de Nova Veneza, Rogério Frigo esteve na Casan para negociar melhorias no município. E assim um a um dos prefeitos que ensaiaram estar aliados a Clésio Salvaro numa “guerra” contra a Casan vão cuidando dos seus problemas. No início eram seis prefeitos: Criciúma, Içara, Forquilhinha, Nova Veneza, Maracajá e Siderópolis declarando guerra com a Casan e ameaçando romper. Os três últimos municípios já fizeram seus acordos individuais. Forquilhinha será o próximo e depois Içara. Criciúma perdeu os aliados para um confronto mais acirrado com a Casan.

Agronegócio

A Associação dos Produtores de Sementes de Arroz Irrigado – Acapsa, emitiu nota manifestando repúdio ao Governo do Estado de Santa Catarina por ter retirado incentivos das alíquotas do ICMS de produtos de extrema necessidade para a produção agrícola catarinense. Acusa o governo de desconhecer o cenário do agronegócio. Santa Catarina vai competir com outros Estados onde estes produtos não são taxados. A sede de arrecadação do governo pode “matar a vaquinha de leite”.