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Perda dos filhos para o crime traz a realidade de mães criciumenses

Perda dos filhos para o crime traz a realidade de mães criciumenses
Por Douglas Saviato Em 21/09/2017 às 09:02

Notícias sobre a violência recorrente ao tráfico de drogas trazem números assustadores todos os dias no noticiário. Entretanto, o que quase ninguém vê é o sofrimento vivido pelas mães destes jovens, que crescem entre a tensão da realidade social das comunidades menos favorecidas, partindo por caminhos criminosos.

O assunto é tema do documentário “Mães Órfãs – Vítimas Além do Crime”, que foi lançado pela ONG Voz do Gueto na Unesc, nesta quarta-feira, da 20. A iniciativa tem apoio da Universidade por meio do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, Indígenas e Minorias (NEAB) e do Programa Diversidades, Inclusão e Direitos Humanos (DIDH).

O presidente da Ong Voz do Gueto, Alex Gabriel, comentou que o documentário traz a esperança de contribuir com o trabalho que já é realizado dentro das comunidades. “Esse não é um tema simples de ser tratado. Ele traz a morte, o choro e o sofrimento de diversas mães. É fácil para a sociedade condenar o culpado, o difícil é enxergar aqueles que estão por trás dessa situação”, comentou.

Para a reitora da Unesc, Luciane Ceretta, a dor escondida, que se insere no coração das mães, precisa ser desvelada. “É necessário lutar por dias melhores e mais igualitários. Fazemos parte de um cenário nacional com tantas questões a serem compreendidas, e esse trabalho traz o olhar para a discussão. A Unesc, como Universidade Comunitária, está de portas abertas para o desenvolvimento de novas parcerias junto com a Ong Voz do Gueto, até para continuidade deste trabalho”, comentou.

Saiba mais

O documentário vai abordar a quantidade de mortos, principalmente jovens, decorrentes de algum envolvimento com o tráfico e organizações criminosas. Ele traz a história de três mães e um jovem, todos do bairro Renascer de Criciúma, que relatam um pouco de suas vidas e como conseguem enfrentar o trauma vivido após perdas tão violentas.