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Quando as máscaras se transformam em revestimentos faciais

A moda a serviço da saúde
Quando as máscaras se transformam em revestimentos faciais
Foto: Dezeen.com
Por João Rieth Em 21/08/2020 às 18:08

A marca de moda britânica Burberry projetou uma máscara facial para a pandemia do coronavírus feita de tecido tratado com "tecnologia antimicrobiana".

 Projetada para cobrir a boca e o nariz, em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a máscara suavemente curvada sobe sobre o nariz, desce ao redor das bochechas. Elementos de costura dupla adicionam definição ao revestimento do rosto, que se fixa às orelhas com laços elásticos pretos. As superfícies antimicrobianas são impregnadas com um elemento que inibe o crescimento de bactérias e fungos, geralmente íons metálicos, como prata ou cobre. Como o coronavírus é uma doença viral, ao invés de bacteriana, a tecnologia antimicrobiana não adicionará proteção contra a pandemia - mas manterá a máscara facial reutilizável mais higiênica, o que é benéfico para um acessório usado sobre os orgãos úmidos, boca e nariz.

Ao usar as máscaras de tecido, a OMS recomenda lavar as mãos antes de colocar e remover a máscara e lavar a máscara entre os usos. As máscaras de tecido podem ajudar a reduzir a disseminação de partículas liberadas pela respiração e pela fala. Cada vez mais há evidências científicas, reconhecidas pela OMS, que sugerem que o coronavírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa por meio de partículas transportadas pelo ar, não apenas por tosse ou espirro, e desta forma, muitos países introduziram regras sobre o uso de coberturas faciais em espaços públicos durante o distanciamento social.

A Burberry doará 20 por cento dos lucros de suas máscaras para o Fundo Comunitário da Fundação Burberry COVID-19, uma instituição sem fins lucrativos que doa Equipamentos de Proteção Individual (PPE) para bancos de alimentos e instituições de saúde. A marca de moda também afirmou que suas máscaras são sustentáveis pois são feitas com o que a Burberry descreveu como tecido "revalorizado", sugerindo que poderiam ser feitas com sobras de tecido do corte padrão ou tecido que poderia ter ido para o lixo. Em 2018, a Burberry foi duramente criticada, quando foi noticiado que a empresa estava incinerando dezenas de milhões de libras de produtos não vendidos para que não fossem revendidos a um preço inferior. A marca lançará mais opções de tecidos para a máscara facial Burberry no outono e como os “revestimentos faciais” se tornaram obrigatórios, os designers têm criado “revestimentos” mais atraentes e práticos, e acima de tudo, antimicrobianos.

 

 

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