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FOOD HALL: um conceito que se afirma no mercado gastronômico

Novos hábitos
FOOD HALL: um conceito que se afirma no mercado gastronômico
Foto: Joao Rieth
Por João Rieth Em 16/12/2020 às 11:55

Uma forte tendência na área gastronômica, detectada no exterior, e em breve estará entre nós é o Food Hall ou mercado gastronômico, local onde se reúnem vários estabelecimentos de diversos chefs. Ali, a experiência e a socialização com os amigos é determinante, bastante comprometida em tempos de pandemia.

Os food halls são diferentes das praças de alimentação: o fast food dá lugar às comidas típicas artesanais e nichos gastronômicos, em amplos espaços confortáveis, muitas vezes restaurados como o Mercado del Puerto de Montevideo e o Mercado da Ribeira em Lisboa. O conceito está aliado à qualidade do espaço, aconchegante e repleto de significados. É possível, além da experiência gastronômica, encontrar artigos associados à alimentação como gêneros alimentícios, muitas vezes não encontrados nos supermercados tradicionais. O conceito nasceu na Inglaterra, onde é usado para descrever uma seção de uma loja de departamentos onde os alimentos são vendidos.

Para os clientes, o apelo de um mercado gastronômico é bastante simples. Com que frequência você tem um grupo de pessoas que não sabe onde ir para comer? Com um “food hall”, todos podem escolher entre uma variedade de comida e ainda ter uma refeição comunitária. Ou você pode experimentar cozinhas de vários fornecedores diferentes para criar sua própria refeição personalizada, que seria difícil, se não impossível, para um único restaurante oferecer.

Como a área de refeições é um recurso compartilhado, nenhuma empresa precisa arcar sozinha com esses custos. Alguns “food halls” também fornecem os espaços de cozinha, a área de preparação e os sistemas de ponto de vendas, de modo que os custos iniciais são ainda mais reduzidos. Alguns mercados gastronômicos simplesmente alugam espaço para donos de restaurantes e, em seguida, cabe à eles cobrir muitos desses custos iniciais. Mas mesmo assim, o custo de criar uma presença em um “food hall”  é muito menor do que o lançamento de um restaurante tradicional. Sem contar o sistema delivery, 100% compatível. Tanto nos USA como na Europa, esta tendência tem se ampliado. O Eataly presente na Itália, USA e São Paulo não deixa de ser algo semelhante, uma vez que a cultura gastronômica domina o empreendimento. Impossível viajar e não deixar de frequentar.

Como o conceito de food hall é novo aqui no Brasil, é certo que muitas adaptações possam ser feitas para atender ao público brasileiro. Porém, os benefícios gerados tanto para clientes quanto para donos de restaurantes indicam que esses mercados gastronômicos invadam a cidade. Certamente, no pós pandemia teremos mudanças radicais, esta poderá ser uma delas!

 

 

 

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