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Concurso para moradias populares na Tanzânia

Alternativa para a redução do déficit habitacional
Concurso para moradias populares na Tanzânia
Foto: www.archstorming.com
Por João Rieth Em 17/07/2020 às 16:38

Os arquitetos italianos Marianna Castellari e Giovanni Checchia de Ambrosio venceram o concurso internacional, organizado pelo portal Archstorming, cujo objetivo era reduzir o déficit habitacional na África

A Tanzânia, como muitos países africanos, sofre com a falta de moradias populares de qualidade .  A escassez é tão grave que atualmente o país alcançou um déficit habitacional de 3 milhões de moradias, associado a uma demanda anual de 200.000 unidades, onde mais de setenta por cento de seus habitantes urbanos vivem em assentamentos informais, não planejados.  O desafio do concurso era atender a demanda da família Jorejick (os primeiros beneficiados) . Eles moram em Getamock, uma pequena cidade no norte do país. A família possui 19 pessoas, das quais 15 atualmente moram na casa. Hoje vivem em cabanas e carecem de água potável e eletricidade. Eles possuem uma infraestrutura precária, ambientes úmidos e pouco higiênicos e falta de alimentos nutritivos. As doenças, especialmente em crianças, são constantes. O filho mais velho, Paulo (33), juntamente com sua esposa Sônia, criaram um “Hogar” na Tanzânia, uma campanha de arrecadação de fundos para construir a casa para a família, com 6 quartos, sala de estar, cozinha externa e interna, chuveiros e latrinas, e curral.

Segundo o edital do concurso, dentre outros aspectos projetuais relevantes para a seleção dos primeiros colocados e designação de menções honrosas (especiais e honoráveis) – dentre elas uma oferecida à equipe brasileira dos arquitetos Marcos Bresser, Henrique Dias e Daniel Petro Petry Zahoul -, foram supervalorizados aqueles embasados em formas construtivas mais eficientes e econômicas. A residência será edificada com a colaboração da inciativa privada.