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Recomendações domiciliares para o combate a pandemia

Orientações do Conselho de Arquitetura e Urbanismo
Recomendações domiciliares para o combate a pandemia
Por João Rieth Em 24/04/2020 às 11:47

O Grupo de Estudos em Arquitetura e Engenharia Hospitalar da Universidade Federal da Bahia e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar publicaram recentemente no site do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil) um manual ilustrado com orientações básicas sobre os cuidados com o ambiente para o controle de contágio do coronavírus, em residências com moradores com diagnóstico positivo e diagnóstico negativo. As recomendações consideram habitações com um único cômodo ou com mais de um cômodo.

 

Principais recomendações:

- para o ambiente residencial, com moradores com diagnóstico negativo para o Covid-19, ou mesmo sem diagnóstico, a área externa à residência deverá ser considerada contaminada e a área interna será considerada vulnerável. Deve-se escolher uma porta de entrada e estabelecer a área de transição em suas proximidades, no exterior ou no interior da residência. Todas as entradas e saídas da residência deverão ser centralizadas nesta porta. Higienizar os solados dos sapatos com água sanitária ou álcool 70% (INPM).

- para o ambiente residencial, com moradores com diagnóstico positivo para Covid-19, a área de transição deve estar bem definida, podendo-se delimitar o local com fita adesiva de cor contrastante no piso ou mobiliário, que permita a definição do espaço protegido. Recomenda-se também a colocação de algum mobiliário de apoio para higienização e bloqueio parcial do acesso. Nesta área serão colocados: caixa para sapatos ou bolsa de papel, porta bolsas ou maletas, porta-chaves, apoio de álcool em gel e álcool líquido 70% (INPM). Se houver um lavatório nas proximidades, este pode ser utilizado em substituição ao álcool em gel 70% (INPM). No caso da residência possuir mais de um cômodo, um deles deverá ser reservado para isolamento da pessoa infectada. Será criada na entrada do cômodo mobiliário semelhante ao utilizado na entrada da residência. É aconselhável a colocação na porta de sinalização (cartaz) com indicações de procedimentos de higiene a serem adotados. Recomenda-se deixar o espaço amplo com o mínimo de mobiliário, mantendo portas fechadas e janelas abertas, sempre que possível. No caso da residência possuir apenas um cômodo é recomendado estabelecer uma área de isolamento destinada ao morador com diagnóstico positivo para Covid-19. É aconselhável demarcar essa área com fita adesiva de cor contrastante no piso ou mobiliário que permita a delimitação do espaço protegido. A área contaminada deve possuir ventilação e iluminação natural (janelas abertas), mobiliário, equipamentos e revestimentos com superfícies de materiais de fácil limpeza, armário, objetos e utensílios de uso exclusivo da pessoa isolada, dentre estes, uma bandeja para alimentação. Todos os materiais dentro da área isolada devem ser considerados contaminados. No acesso a esta área de isolamento também será estabelecida área de transição e sinalização (cartaz) com recomendações para procedimentos e utilização adequada do espaço. A distância mínima entre o morador com diagnóstico positivo e os demais moradores é de 1 metro. Quando a residência possuir mais de um banheiro, um deverá ser isolado para uso exclusivo do paciente positivo para Covid-19. No caso da existência de apenas um banheiro na residência, na sua entrada será estabelecida área de transição e sinalização (cartaz) com recomendações para procedimentos e utilização adequada do espaço. Recomenda-se a colocação de algum mobiliário para apoio e bloqueio parcial do acesso, enquanto o paciente com diagnóstico positivo para Covid-19 estiver utilizando o banheiro. O habitante infectado, ao utilizar o cômodo, levará seu material de higiene pessoal (toalhas, papel, sabonete e escovas). Após o uso, ele deverá retirar seus pertences e realizar a limpeza completa do local.

 

Fonte: https://www.caubr.gov.br/covid-19-manual-traz-recomendacoes-para-controlar-o-contagio-em-residencias/