InternetData CenterAssinante

Biônica

A natureza como inspiração
Biônica
Foto: Revestimento Cimentício desenvolvido para a empresa Revelux, inspirado em estruturas naturais
Por João Rieth Em 25/07/2019 às 11:40

Segundo os autores, Broeck, Coineau e Kresling, as empresas encontram na natureza um fator de inovação, o que permite redirecionar suas estratégias, associando o respeito ao meio ambiente e aos cidadãos, criando valores que as diferenciam de seus concorrentes. As exigências ambientais estimulam os processos criativos e podem tornar viáveis as pesquisas em termos de novas funcionalidades e usos, tecnologias e materiais. Mesmo que de forma indireta, percebe-se uma crescente preocupação dos usuários, sensíveis às transformações do ecossistema e a herança de políticas ambientais extrativistas e poluidoras.

Sempre que o assunto enfoca  a “Sustentabilidade”, não há como não relacionar com a Biônica e como a natureza, até o presente,  induziu às soluções para muitos problemas atuais relacionados ao meio ambiente. Basta pensar no desequilíbrio ambiental provocado por resíduos sólidos e líquidos e que, na natureza, isto não ocorre.  Quanto ao uso racional dos materiais, as estruturas naturais usam apenas a quantidade necessária  para suportar cargas, sem excessos.  Mas o que é esta Biônica? Fabrice Vanden Broeck define a Biônica sendo o estudo de sistemas e organizações naturais, com vistas a analisar e recuperar soluções funcionais, estruturais e formais para aplicá-las à resolução de problemas humanos, mediante a criação de tecnologias e a concepção de objetos e sistemas de objetos.

Observar a natureza e suas analogias e contribuições para novas soluções é uma atividade antiga. Leonardo da Vinci (suas obras estarão expostas em São Paulo, no MIS, em outubro deste ano, comemorando os 500 anos de sua morte) deixará claro em seus desenhos a inspiração de muitas invenções. Cientistas, arquitetos, engenheiros e designers têm trabalhado baseando-se nesses conceitos e em padrões geométricos, matemáticos, funcionais, construtivos, tecnológicos, comportamentais e estéticos dos sistemas vivos observados ao nosso redor. Centros de pesquisa no Brasil e no exterior há anos se dedicam às pesquisas experimentais que envolvem esta área de conhecimento, sempre inovadora e inesgotável.