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JBS apresenta planos de desenvolvimento com foco na preservação da Amazônia

Portal Engeplus participou de coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira
JBS apresenta planos de desenvolvimento com foco na preservação da Amazônia
Foto: Divulgação/Dnit
Por Amanda Garcia Ludwig Em 23/09/2020 às 20:25

A JBS apresentou em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira, dia 23, planos de desenvolvimento com foco na preservação da Amazônia. As mudanças afetarão diretamente todos os fornecedores da empresa nos próximos anos. Os planos já estão em andamento, e algumas etapas devem ser concluídas ainda neste ano, até dezembro de 2020.

De acordo com Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, a previsão é quem nos próximos 30 anos, a população mundial atinja a marca de 10 bilhões de pessoas. "Alimentar essa população crescente de forma sustentável é um dos grandes desafios da humanidade, e o que move nossa estratégia a longo prazo", destacou.

Para Tomazoni, o que for feito na próxima década com relação à alimentação vai determinar em muito o futuro das próximas gerações. "A JBS assume o compromisso de fazer as transformações necessárias em nossa cadeia de valor. Estamos olhando para todos os espectros, inclusive para a redução de nossas emissões", afirma o CEO.

O programa "Juntos Pela Amazônia" visará fomentar o desenvolvimento sustentável do bioma amazônico, promovendo a conservação e uso sustentável da floresta. De acordo com Tomazoni, o programa é baseado em quatro pilares: sustentabilidade da cadeia de valor; conservação e restauração da floresta; desenvolvimento socioeconômico das comunidades; e desenvolvimento científico e tecnológico.

O presidente da Friboi, Renato Costa, anunciou que para fazer valer este programa, a JBS lança agora três iniciativas:

1 - Plataforma Verde JBS

2 - Compartilhamento de inteligência do sistema de monitoramento

3 - Apoio e inclusão de produtores

A Plataforma Verde JBS funcionará como uma forma de identificação e análise de fornecedores dos fornecedores da JBS. Segundo Márcio Nappo, diretor de sustentabilidade da empresa, o primeiro passo dessa estratégia é obter a autorização dos fornecedores diretos para que uma plataforma blockchain tenha acesso às guias de trânsito animal (GTA) que trazem informações das fazendas que venderam animais para os vendedores diretos.

"Através da plataforma será feita uma análise de todos os fornecedores. De acordo com essa política, a JBS não compra animais de fazendas envolvidas com desmatamento de florestas nativas, invasão de áreas protegidas, ou que faça uso de áreas embargadas pelo Ibama ou envolvidas em casos de trabalho análogo à escravidão", explica Nappo.

A segunda iniciativa, de compartilhamento de inteligência do sistema de monitoramento, acontecerá de forma direta com produtores, instituições financeiras e bancos, ou outras empresas que desejarem adotar critérios socioambientais na relação com as cadeias de valor. "Vamos compartilhar um aprendizado de mais de dez anos com todos os interessados", avisa Nappo.

E a terceira iniciativa é o apoio e inclusão de produtores, como forma de incluir a todos no assunto. "Vamos oferecer assessoria agropecuária, ambiental e jurídica para produtores que desejam regularizar seus processos. Vamos também reforçar ações educativas para prevenir o desmatamento", avisa Renato Costa.

Um fundo focado na Amazônia

Além do programa, a JBS também lançou nesta manhã o "Fundo pela Amazônia", com visão para 2030. De acordo com o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, o foco será no desenvolvimento sustentável e conservação ambiental da floresta, e visa alcançar R$ 1 bilhão em doações até 2030. "Para cumprir as metas, a JBS se compromete a igualar as doações feitas por terceiros, até que o aporte da JBS atinja R$ 500 milhões, sendo que se compromete com a doação mínima de R$ 250 milhões nos primeiros cinco anos, para garantir o início das atividades do fundo", destaca Tomazoni.

O fundo será destinado a ideias e projetos que visam o desenvolvimento sustentável do bioma, a ampliação do reflorestamento e a conservação da floresta; o fomento à pesquisa científica e tecnológica; o apoio às comunidades da região; os projetos de geração de renda para indígenas, ribeirinhos e quilombolas; e a bioeconomia.

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